De volta de Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou em aberto a possibilidade de se reunir com Donald Trump nos próximos dias. O aceno partiu do republicano depois de um breve contato entre ambos durante a Assembleia Geral da ONU, encontro no qual, segundo os dois, teria havido uma “química”.
“Acho que relação humana é 80% química, 20% emoção. É muito importante essa relação, torço para que dê certo. O Brasil e os Estados Unidos são as duas maiores democracias do continente, temos muitos interesses comerciais, industriais, tecnológicos e científicos”, afirmou Lula a jornalistas.
O petista disse não impor limites à conversa com o ex-presidente norte-americano. “Não tem veto de assunto”, reforçou. Ele, no entanto, avalia que Trump “está mal informado” sobre o Brasil, o que teria levado a “decisões inaceitáveis”.
A expectativa é de que a reunião ocorra por telefone ou videoconferência, mas não está descartado um encontro presencial.
++ Haddad reage a provocações na Câmara e ironiza apelido de “Taxad”
Comércio em tensão
O possível diálogo entre os dois líderes acontece em meio ao aumento de tarifas norte-americanas contra o Brasil. Desde julho, produtos brasileiros enfrentam sobretaxa de 50%, medida anunciada por Trump sob a justificativa de que o país persegue Jair Bolsonaro.
Em resposta, Lula acionou a Lei da Reciprocidade Econômica e lançou o Plano Brasil Soberano, com R$ 30 bilhões em crédito para exportadores — sobretudo pequenas e médias empresas dependentes do mercado dos Estados Unidos.
Apesar da disputa comercial, os EUA permanecem como um dos principais parceiros do Brasil: em 2024, o comércio bilateral movimentou mais de US$ 80 bilhões.
++ Senado rejeita PEC da Blindagem e decisão une esquerda e direita
Agenda paralela
Além das negociações, Lula participou em Nova York do evento “Em Defesa da Democracia” e manteve conversas bilaterais, incluindo uma reunião com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech



