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quarta-feira, setembro 16, 2026

NASA atinge marca de 6 mil planetas confirmados no sistema solar

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Três décadas após confirmar a existência do primeiro planeta orbitando uma estrela semelhante ao Sol, a NASA alcançou um feito histórico: o catálogo oficial de exoplanetas agora soma 6.000 mundos além do Sistema Solar.

“Esse número simboliza décadas de observação do cosmos, impulsionada pelos telescópios da NASA, e mudou para sempre nossa visão sobre o céu noturno”, declarou Shawn Domagal-Goldman, diretor interino de Astrofísica da agência em Washington. Segundo ele, cada descoberta aproxima a ciência de responder a uma das maiores questões da humanidade: “Estamos sozinhos?”

Além dos já confirmados, outros 8.000 planetas candidatos — identificados por cientistas de diferentes países — aguardam análises adicionais. O processo de validação é conduzido pelo Instituto de Ciência de Exoplanetas (NExScI), no Caltech, e exige múltiplas observações para reduzir margens de erro.

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Diversidade cósmica

As descobertas concentram-se em uma fração da Via Láctea, dentro de alguns milhares de anos-luz da Terra. O exoplaneta confirmado mais próximo é Proxima Centauri b, a apenas quatro anos-luz.

O inventário cósmico é variado: há planetas rochosos, gigantes gasosos, mundos cobertos por água, gelo, ferro ou até mesmo lava. Alguns orbitam duas estrelas, outros giram em torno de astros mortos e há até registros de planetas “errantes”, sem estrela-mãe.

“Cada tipo de planeta encontrado revela algo sobre as condições em que mundos podem nascer e sobre a frequência de sistemas parecidos com o da Terra”, explicou Dawn Gelino, diretora do Programa de Exploração de Exoplanetas da NASA.

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O futuro da exploração

A tendência é que esse número cresça rapidamente. Dados da missão Gaia, da Agência Espacial Europeia, ainda devem render milhares de novas identificações usando a técnica da astrometria, que mede com precisão a posição e o movimento dos astros.

Nos próximos anos, a NASA aposta no Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, que utilizará tecnologia de bloqueio de luz estelar para detectar sinais sutis de planetas. O instrumento poderá até capturar imagens diretas de mundos do tamanho de Júpiter.

Esse tipo de inovação é fundamental: estrelas como o Sol são bilhões de vezes mais brilhantes do que os planetas que orbitam, o que torna a detecção um desafio comparável a enxergar uma vela acesa ao lado de um holofote.

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