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quarta-feira, setembro 16, 2026

Defesa de Bolsonaro critica condenação no STF e fala em recorrer no Brasil e no exterior

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Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificaram como “absurdamente excessiva e desproporcional” a pena de 27 anos e 3 meses de prisão determinada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota divulgada nesta quinta-feira (11/9), após o encerramento do julgamento, a defesa afirmou receber a decisão “com respeito”, mas contestou tanto o mérito quanto o rito processual adotado pela Corte.

“Bolsonaro jamais participou de qualquer plano e muito menos dos atos ocorridos em 8 de janeiro”, diz o comunicado.

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Críticas ao processo

Os advogados alegam que o ex-presidente não atentou contra a ordem democrática e sustentam que ele deveria ter sido julgado em primeira instância ou, no máximo, pelo plenário do STF, e não por uma de suas turmas. Também apontam que a defesa não teve tempo suficiente para analisar as provas apresentadas.

Segundo o texto, a estratégia agora será recorrer da decisão:

“A defesa entende que as penas fixadas são absurdamente excessivas e desproporcionais e, após analisar os termos do acórdão, ajuizará os recursos cabíveis, inclusive no âmbito internacional.”

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O julgamento

O placar final foi de 4 a 1 pela condenação. Votaram a favor os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux divergiu em parte, defendendo a absolvição de Bolsonaro e de outros réus.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), acolhida pela maioria, acusava Bolsonaro e aliados de integrar uma organização criminosa armada com o objetivo de promover um golpe de Estado.

Entre os crimes imputados, estão:

  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito

  • golpe de Estado

  • dano qualificado contra patrimônio da União

  • deterioração de patrimônio tombado

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