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quarta-feira, setembro 16, 2026

Paciente vive 7 meses com rim de porco e surpreende médicos

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Um avanço inédito na medicina acaba de ser registrado nos Estados Unidos. Tim Andrews, de 67 anos, diagnosticado com doença renal terminal, segue vivo e estável sete meses após receber um rim de porco geneticamente modificado. Desde a cirurgia, realizada em janeiro, ele não precisou mais de sessões de diálise, que fazia havia mais de dois anos.

O procedimento foi realizado no Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, dentro de um estudo experimental conduzido pela empresa de biotecnologia eGenesis. Andrews foi um dos três pacientes selecionados para o programa, que busca avaliar a segurança e a eficácia do chamado xenotransplante — quando órgãos de animais são adaptados para uso em humanos.

O caso é considerado histórico porque os primeiros seis meses após a cirurgia representam a fase mais delicada, com risco elevado de rejeição ou complicações como anemia. Até então, o recorde de sobrevivência havia sido da norte-americana Towana Looney, que resistiu por pouco mais de quatro meses antes que seu sistema imunológico rejeitasse o órgão.

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Dessa vez, o desfecho foi diferente. Andrews superou o período crítico e tem respondido bem ao transplante, o que, para os pesquisadores, mostra que a técnica está evoluindo rapidamente.

Para que um rim de porco funcione em um organismo humano, os cientistas realizam alterações genéticas específicas:

  • remoção de três antígenos que provocam rejeição;

  • inclusão de sete genes humanos que reduzem inflamações e riscos de hemorragia;

  • neutralização de retrovírus presentes no DNA suíno.

Essas mudanças tornam o órgão mais compatível com o corpo humano e diminuem as chances de falha.

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O sucesso parcial do procedimento levou a FDA (agência reguladora dos EUA) a autorizar, nesta semana, novos testes clínicos em até 33 pacientes acima de 50 anos com doença renal avançada. O acompanhamento deverá durar 24 semanas.

A expectativa é que os xenotransplantes, no futuro, possam reduzir as longas filas de espera por transplantes, um dos maiores gargalos da saúde em todo o mundo.

“Esse resultado nos dá esperança de que, em breve, milhares de pessoas que aguardam um rim possam ter uma alternativa viável”, disseram os pesquisadores envolvidos no estudo.

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