A síndrome de Moyamoya é uma condição cerebrovascular rara caracterizada pelo estreitamento progressivo das artérias do cérebro. Para compensar a dificuldade no fluxo sanguíneo, o corpo forma uma rede de vasos muito finos — frágil e instável — que pode se romper facilmente, elevando o risco de acidente vascular cerebral (AVC).
O nome vem do japonês e significa “nuvem de fumaça”, referência ao aspecto dessas ramificações em exames de imagem. A doença foi descrita pela primeira vez em 1957, no Japão, e tem maior incidência em populações asiáticas, mas também ocorre em outros países, inclusive no Brasil.
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🔹 Principais sintomas: dores de cabeça persistentes, convulsões, desmaios, dificuldades de fala, perda de memória, alterações motoras e sensoriais.
🔹 Faixa etária mais afetada: costuma aparecer entre 5 e 10 anos de idade e novamente entre 30 e 40 anos.
🔹 Formas clínicas:
- Doença de Moyamoya: ocorre sem associação a outras condições.
- Síndrome de Moyamoya: está ligada a doenças como lúpus, síndrome de Down, Turner ou falciforme.
O diagnóstico geralmente é feito por angiografia cerebral e ressonância magnética. O tratamento exige rapidez, já que o risco de AVC é elevado. A principal alternativa é a cirurgia de revascularização cerebral, que cria novos caminhos para o sangue e reduz a frequência de eventos isquêmicos e hemorrágicos.
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Apesar de não ter cura, o acompanhamento contínuo e a intervenção precoce podem preservar funções cognitivas e motoras, melhorando a qualidade de vida do paciente.
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