O maior iceberg em circulação no mundo, conhecido como A23a, está prestes a desaparecer após quase quatro décadas de existência. Formado em 1986, quando se desprendeu da Antártida, o bloco de gelo resistiu por mais de 30 anos preso no Mar de Weddell, mas agora se fragmenta rapidamente ao avançar para as águas mais quentes do Atlântico Sul.
No início de 2025, o A23a tinha cerca de 3.600 km² — mais que o dobro da área da cidade de São Paulo — e pesava um trilhão de toneladas. Hoje, resta menos da metade dessa dimensão, com 1.770 km² de extensão, segundo imagens do programa europeu Copernicus.
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Nas últimas semanas, grandes blocos de até 400 km² se desprenderam, liberando fragmentos que podem ameaçar embarcações. Para o oceanógrafo Andrew Meijers, do British Antarctic Survey, o fim é inevitável: “Está basicamente apodrecendo por baixo. A água está quente demais para ele se manter”.
O iceberg já encalhou próximo à ilha Geórgia do Sul em março, levantando preocupações sobre impactos na fauna local. Desde então, voltou a se mover com velocidade, chegando a percorrer 20 km por dia antes de iniciar a desintegração acelerada.
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Especialistas ressaltam que o desprendimento de icebergs é um fenômeno natural, mas alertam que o aquecimento global pode estar acelerando a perda de gelo na Antártida.
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