A veterinária Carolina Arruda, 28 anos, convive há mais de uma década com a neuralgia do trigêmeo, condição considerada por especialistas como a “pior dor do mundo”. Após diversas tentativas frustradas de tratamento, ela passará por um novo procedimento: uma infusão de cetamina na Santa Casa de Alfenas, em Minas Gerais.
O medicamento, usado como anestésico e indicado em casos de dor crônica de difícil controle e depressão grave resistente, será administrado por via intravenosa, em ambiente hospitalar, devido ao risco de efeitos colaterais como alterações cardíacas, respiratórias, alucinações e náuseas. De acordo com sua equipe médica, a cetamina pode reduzir a dor, diminuir o uso de opioides e melhorar o humor, mas é indicada apenas para casos específicos e sob rigorosa supervisão.
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Além da infusão, Carolina passará por cirurgia para reposicionar um neuroestimulador já implantado, reabastecer a bomba de infusão de medicamentos — que precisa ser recarregada a cada dois ou três meses — e realizar crioablação, técnica que “congela” o nervo para interromper a transmissão dos sinais de dor ao cérebro.
Nas redes sociais, ela contou que ficará cinco dias na UTI e relatou que, atualmente, passa a maior parte do tempo deitada devido à intensidade das dores. Conhecida por compartilhar sua luta contra a doença, Carolina chegou a iniciar uma campanha para custear um procedimento de eutanásia na Suíça e fundou a Associação Neuralgia do Trigêmeo Brasil para apoiar pacientes que enfrentam a mesma condição.
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A neuralgia do trigêmeo é causada por alterações no nervo responsável pelas sensações faciais, podendo ser provocada pelo contato de artérias com o nervo ou pela presença de tumores. A dor, que pode surgir com estímulos mínimos como falar, mastigar ou tocar o rosto, é descrita como uma das mais incapacitantes que um ser humano pode experimentar.
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