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quarta-feira, setembro 16, 2026

Tarifas dos EUA podem cortar R$ 25,8 bilhões do PIB brasileiro, alerta estudo

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Mesmo com isenções parciais, o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos pode provocar um rombo de até R$ 25,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no curto prazo. A estimativa é da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que divulgou nesta terça-feira (5) um estudo sobre os impactos econômicos das tarifas de até 50% aplicadas a produtos de exportação brasileiros — medidas que entraram em vigor nesta quarta-feira (6).

A longo prazo, o prejuízo pode chegar a R$ 110 bilhões, com repercussões diretas sobre a renda das famílias, estimada em uma retração de R$ 2,74 bilhões nos próximos dois anos. O cenário também projeta a eliminação de cerca de 146 mil empregos, entre postos formais e informais.

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Os setores industriais mais prejudicados, segundo o levantamento, incluem siderurgia, calçados, madeira e máquinas e equipamentos mecânicos. Na agropecuária, o principal impacto recai sobre a cadeia da carne bovina, que ficou de fora da lista de isenções e representa uma fatia expressiva das exportações nacionais para os Estados Unidos.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 40,4 bilhões para o mercado americano — o equivalente a 1,8% do PIB nacional. Mais da metade desse valor está concentrada em produtos que agora enfrentam as novas tarifas, como combustíveis minerais, ferro, aço, máquinas e carne. Os itens que seguem sujeitos à taxação representam aproximadamente US$ 22 bilhões em exportações.

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Com as tarifas atingindo produtos de alto valor agregado, o estudo da Fiemg ressalta que os efeitos podem ser amplificados na cadeia produtiva interna, elevando custos, reduzindo competitividade e retraindo investimentos.

Diante do impacto, o governo brasileiro discute um plano de contingência e busca negociar alternativas com os governadores e o setor produtivo. O presidente Lula também prometeu comprar parte dos excedentes das empresas afetadas, enquanto articula soluções para conter os danos no setor externo e no mercado interno.

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