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quinta-feira, setembro 17, 2026

Brasil tenta barrar tarifa de 50% dos EUA e reafirma neutralidade nas negociações

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Diante da decisão do governo dos Estados Unidos de elevar para 50% as tarifas sobre produtos brasileiros, o Palácio do Planalto tem intensificado os esforços diplomáticos para evitar prejuízos ao comércio entre os dois países. A ofensiva, coordenada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, busca uma solução negociada, sem viés político ou ideológico, conforme ressaltado em nota oficial divulgada neste domingo (27).

O aumento tarifário, anunciado neste mês pelo ex-presidente Donald Trump, foi justificado por ele como uma retaliação às investigações judiciais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), classificadas como “caça às bruxas”. O governo brasileiro, no entanto, evita associar as medidas econômicas a disputas políticas internas, reiterando que mantém uma postura técnica e baseada no diálogo institucional.

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“Desde o anúncio das medidas unilaterais feito pelo governo norte-americano, o Brasil tem buscado negociações baseadas em diálogo, sem qualquer contaminação política ou ideológica”, afirmou o Ministério do Desenvolvimento na nota.

Apesar das tentativas, Alckmin ainda não conseguiu avanços concretos nas conversas com autoridades norte-americanas. Segundo interlocutores, o vice-presidente já manteve contatos com representantes do Departamento de Comércio dos EUA, mas enfrenta resistência para reverter ou ao menos adiar a entrada em vigor da nova alíquota.

Caso não haja recuo por parte dos norte-americanos, o governo brasileiro avalia acionar a Lei da Reciprocidade Econômica. A legislação permite a adoção de medidas comerciais equivalentes sempre que o país for alvo de sanções ou restrições unilaterais de outras nações.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem reforçado publicamente a importância de proteger a soberania nacional e rechaçado qualquer tentativa de ingerência externa em assuntos internos. Para o Planalto, a parceria entre Brasil e Estados Unidos, que já dura mais de dois séculos, deve ser preservada com base no respeito mútuo e no equilíbrio comercial.

“Reiteramos que a soberania do Brasil e o estado democrático de direito são inegociáveis. Ainda assim, o governo brasileiro segue aberto ao diálogo sobre as questões comerciais, como já é do conhecimento do governo norte-americano”, conclui o MDIC.

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