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quarta-feira, setembro 16, 2026

Polícia classifica Oruam como altamente perigoso por vínculo com o Comando Vermelho

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O rapper Mauro Davi Nepomuceno dos Santos, conhecido como Oruam, foi considerado de alta periculosidade ao ingressar no sistema prisional do Rio de Janeiro. A classificação foi definida pela Polícia Civil (PCERJ), que atribui ao cantor uma ligação declarada com o Comando Vermelho (CV), uma das maiores facções criminosas do país. A Justiça fluminense decidiu manter a prisão preventiva do artista após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (24).

Segundo a corporação, a conduta de Oruam inclui o uso de sua residência como abrigo para foragidos e ações de incitação contra as forças de segurança. Além disso, a ficha criminal do rapper reúne sete acusações, entre elas tráfico de drogas, associação para o tráfico, lesão corporal, resistência qualificada, desacato e dano ao patrimônio público.

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O episódio que culminou na prisão começou na segunda-feira (21), quando a Polícia Civil tentou capturar um segurança de Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, apontado como chefe do CV. A operação foi realizada na casa do cantor, no bairro do Joá, na zona oeste da capital, mas nenhum dos alvos foi detido naquele momento. Pouco depois, Oruam apareceu em vídeo publicado nas redes sociais, aparentemente dentro do Complexo da Penha, desafiando as autoridades: “Quero ver me pegar aqui na Penha”.

No dia seguinte, a Justiça emitiu mandado de prisão preventiva, e o próprio Oruam anunciou, em vídeo, que se entregaria. No fim da tarde de terça-feira (22), o rapper se apresentou à polícia, visivelmente abatido, e foi detido. Inicialmente, ele foi encaminhado ao Presídio José Frederico Marques, em Benfica, mas horas depois foi transferido para a Penitenciária Dr. Serrano Neves, em Bangu, onde permanece em cela individual.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) confirmou que o artista divide o complexo prisional com outros nomes ligados à facção, como My Thor, Léo Barrão, Choque e Naldinho, além de ter passado pela mesma unidade que já abrigou o funkeiro Poze do Rodo. O pai de Oruam, Márcio Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP e tido como um dos principais chefes do CV, também cumpriu pena em Bangu.

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As autoridades destacam que o cantor não apenas se associou ao crime organizado, como usou sua visibilidade para exaltar a facção e confrontar diretamente o Estado. A polícia considera que seu comportamento contribui para o fortalecimento de narrativas criminosas junto ao público jovem, o que aumenta sua influência e periculosidade no cenário atual.

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