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domingo, agosto 23, 2026

Inteligência artificial supera humanos em testes de empatia e reconhecimento emocional

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Modelos avançados de inteligência artificial estão se mostrando mais eficazes do que humanos na identificação e gestão de emoções — especialmente em situações delicadas. Essa é a conclusão de um novo estudo publicado na revista Communications Psychology, conduzido por pesquisadores das universidades de Genebra e Berna, na Suíça.

No experimento, sistemas como ChatGPT-4, Claude 3.5 Haiku e Gemini 1.5 Flash foram submetidos a testes clássicos de inteligência emocional, tradicionalmente aplicados a pessoas. As tarefas envolviam cenários simulados com dilemas interpessoais, nos quais os participantes precisavam apontar a resposta mais adequada para lidar com o conflito emocional proposto.

O resultado surpreendeu os próprios cientistas: enquanto os humanos acertaram, em média, 56% das respostas consideradas mais apropriadas, as IAs atingiram 81% de acerto. Além disso, os modelos foram capazes de criar novas perguntas com viés emocional avaliadas por especialistas como compatíveis, em complexidade e propósito, às elaboradas por humanos.

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Apesar do desempenho superior, os pesquisadores fazem uma ressalva importante: as máquinas não compreendem emoções como os seres humanos. O que elas fazem é identificar padrões linguísticos e contextuais com extrema precisão, baseadas em grandes volumes de dados. Não há, no entanto, envolvimento afetivo ou experiência subjetiva — dois aspectos centrais da empatia genuína.

Ainda assim, os resultados reforçam o potencial da IA como ferramenta de apoio emocional, principalmente em ambientes de alta carga psicológica. Sua capacidade de resposta rápida e consistente pode ser útil em áreas como atendimento em crises, triagem psicológica e suporte em situações de estresse.

Por outro lado, o uso da tecnologia para oferecer aconselhamento ou apoio terapêutico levanta preocupações. O próprio Conselho Federal de Psicologia já alertou para os riscos de recorrer à inteligência artificial como substituto de um profissional qualificado. O receio é que a aparência de empatia possa mascarar a ausência de compreensão real dos contextos humanos mais complexos.

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O estudo, no entanto, abre caminhos para a aplicação segura e responsável desses sistemas em ambientes controlados, como auxiliares em triagens iniciais ou no suporte a profissionais de saúde mental — desde que com os devidos limites éticos e técnicos bem definidos.

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