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domingo, agosto 23, 2026

Armas feitas em impressoras 3D viram ameaça global fora do controle das autoridades

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O avanço da tecnologia das impressoras 3D trouxe inovação para diversos setores — mas também criou um novo desafio para autoridades no mundo inteiro. Armas fabricadas com impressoras 3D, conhecidas como “armas fantasmas”, estão se tornando uma ameaça crescente à segurança pública, por não serem rastreáveis e circularem livremente em grupos criminosos.

Esses armamentos artesanais podem ser produzidos em casa, a partir de moldes digitais disponíveis na internet e com materiais acessíveis. Discretos e letais, os modelos mais recentes são capazes de disparar rajadas inteiras sem comprometer seus componentes, mesmo sendo em grande parte feitos de plástico.

Com a facilidade de produção e o anonimato na venda, essas armas escapam dos controles tradicionais. A comercialização ocorre em plataformas digitais como Telegram, Facebook, Instagram e até por meio de sites que oferecem manuais detalhados de montagem. A atuação nesses ambientes torna a repressão ainda mais difícil, já que muitas vezes os anúncios permanecem ativos mesmo após denúncias.

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A organização Tech Transparency Project identificou centenas de publicações em redes sociais da Meta com oferta de armas 3D e outros modelos ilegais. Em uma investigação recente da BBC, um vendedor identificado como “Jessy” ofereceu entregar armamentos para o Reino Unido, driblando as leis locais e a fiscalização aduaneira. Ele chegou a cobrar o equivalente a R$ 1,2 mil em criptomoedas por uma pistola impressa ou um dispositivo que transforma armas comuns em automáticas.

Mesmo após ser informado de que estava sendo alvo de uma investigação jornalística, o vendedor manteve o negócio e confirmou a oferta dos armamentos ilegais. Em resposta, o Telegram removeu a conta por violar suas políticas, enquanto a Meta alegou que os anúncios já haviam sido desativados automaticamente.

Governos ao redor do mundo começam agora a discutir medidas mais severas. Entre as propostas estão a criminalização da posse de moldes digitais para a fabricação de armas e a imposição de restrições aos próprios fabricantes de impressoras 3D — sugerindo, por exemplo, bloqueios automáticos à impressão de peças de armamentos, tal como ocorre com a tentativa de reproduzir cédulas de dinheiro em impressoras comuns.

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A urgência é evidente: essas armas podem ser encomendadas de qualquer lugar do planeta, operadas sem registro e utilizadas em crimes sem deixar rastros. E, diferente das armas convencionais, não exigem fábricas ou contrabando — apenas um arquivo digital, um equipamento doméstico e alguns minutos de montagem

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