O tempo pode não ser absoluto, mas a maneira como o medimos está prestes a se tornar ainda mais rigorosa. Um grupo de cientistas do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), no Colorado, nos Estados Unidos, apresentou um novo relógio atômico capaz de redefinir os padrões globais de tempo com um nível de precisão jamais alcançado.
Batizado de NIST-F4, o equipamento funciona como um “relógio de fonte” e começou a operar em abril. Ele utiliza átomos de césio resfriados por lasers a temperaturas próximas do zero absoluto. Essas partículas, em estado quase congelado, realizam bilhões de oscilações por segundo — um fenômeno que serve como referência para medir a duração exata de um segundo.
++ Gato ensina cachorro a brincar como gato e o resultado é hilário
“Os átomos vibram em uma frequência tão estável que podemos usá-los como régua para o tempo”, explicou a equipe do NIST, que trabalha no projeto desde 2020.
A construção do dispositivo exigiu uma engenharia de altíssima precisão. Pequenos desvios causados por vazamentos de micro-ondas e outros ruídos foram analisados para garantir a confiabilidade total dos dados. O resultado foi um índice de incerteza tão baixo que o NIST-F4 poderia funcionar por 140 milhões de anos antes de acumular um segundo de erro.
O relógio permanecerá ativo na maior parte do tempo e vai fornecer dados que ajudarão a calibrar o Tempo Universal Coordenado (UTC), a referência internacional usada por sistemas de navegação, satélites e até redes bancárias.
++ A dança explosiva que saiu do folclore e virou meme
Com essa conquista, o NIST reforça sua posição como líder global na medição do tempo e abre caminho para aplicações tecnológicas ainda mais precisas no futuro.
Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech



