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quarta-feira, setembro 16, 2026

Justiça dos EUA impõe nova derrota a Trump e autoriza entrada de milhares de refugiados

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As investidas do ex-presidente Donald Trump contra políticas de acolhimento de imigrantes sofreram mais um revés. Um juiz federal determinou que mais de 12 mil refugiados devem ser autorizados a entrar nos Estados Unidos, contrariando diretamente uma das medidas mais controversas da gestão republicana.

A decisão foi proferida nesta segunda-feira (5) pelo juiz Jamal Whitehead, do estado de Washington, e representa uma correção de rota após interpretações restritivas do governo Trump sobre uma decisão anterior da Justiça. À época, o governo havia entendido que apenas 160 refugiados com viagens já programadas teriam direito à entrada, mas o magistrado classificou essa leitura como distorcida.

“O tribunal não impôs nenhum limite de tempo tão estreito. Reduzir de 12 mil para 160 pessoas exige uma clareza que não foi expressa na decisão anterior”, afirmou Whitehead, criticando o que chamou de “confusão interpretativa” por parte da administração.

 

 

O governo Trump havia assinado, ainda em janeiro, um decreto suspendendo a chegada de refugiados, justificando que o programa era prejudicial aos interesses nacionais. A iniciativa foi imediatamente contestada judicialmente e bloqueada ainda em fevereiro, também por decisão do mesmo juiz.

Ao longo de sua administração, Trump tentou sistematicamente limitar a entrada de imigrantes e refugiados, reforçando uma postura rígida em relação à imigração. Seu governo chegou, inclusive, a propor incentivos financeiros para que imigrantes deixassem o país voluntariamente.

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Em contrapartida, o atual governo de Joe Biden tem seguido uma linha oposta. Dados oficiais indicam que cerca de 100 mil refugiados foram reassentados nos EUA no ano fiscal de 2024, o maior volume em três décadas. A política é parte de um esforço para recuperar a reputação internacional dos Estados Unidos como país de acolhida.

A decisão mais recente reforça os embates jurídicos que marcam a política migratória americana e sinaliza que, mesmo fora da Casa Branca, Trump segue enfrentando resistências legais às medidas que tentou consolidar durante seu mandato.

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