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quarta-feira, setembro 16, 2026

Indústria brasileira vê risco de enxurrada de produtos chineses com crise entre China e EUA

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A crescente tensão comercial entre Estados Unidos e China pode gerar efeitos colaterais diretos na economia brasileira. Com a imposição de tarifas pesadas pelo governo norte-americano sobre bens importados da China, o destino de uma vasta gama de produtos chineses precisa ser redirecionado – e o Brasil aparece no radar como um dos principais alvos.

A medida adotada por Washington, com sobretaxas que ultrapassam os 100%, tem dificultado as trocas comerciais entre as duas potências, forçando Pequim a buscar novos mercados para escoar sua produção. A resposta chinesa foi imediata: tarifas de retaliação que consolidam a escalada de uma guerra comercial que promete reconfigurar o comércio global.

Nesse novo mapa, o Brasil pode se transformar em um receptáculo do excesso de produção chinesa. “A China precisa manter sua indústria operando. Isso significa vender para onde for possível”, explica Thiago de Aragão, analista internacional e CEO da Arko International. Ele afirma que o país sul-americano pode se beneficiar com produtos mais acessíveis, mas também corre o risco de ser alvo de dumping – prática em que mercadorias são vendidas a preços extremamente baixos, prejudicando a produção local.

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A preocupação com uma possível inundação de produtos estrangeiros mais baratos, sem contrapartidas comerciais, mobiliza empresários e especialistas do setor. Aragão defende que o Brasil aproveite a oportunidade para reequilibrar sua relação com a China, propondo contrapartidas como o aumento de investimentos em fábricas instaladas em território nacional. Dessa forma, a produção local poderia ser fortalecida, reduzindo os impactos negativos da concorrência externa.

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Para os Estados Unidos, o excesso de exportações chinesas agora busca outros destinos – entre eles, países do G7 e nações em desenvolvimento, segundo nota divulgada pela Casa Branca. Por aqui, o mercado observa com cautela os próximos movimentos dessa disputa comercial de gigantes.

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