Pesquisadores de universidades em Singapura e na Holanda divulgaram um estudo que reacende o alerta sobre os efeitos da crise climática. De acordo com a análise, até o ano de 2100, o nível do mar poderá subir entre 0,5 e 1,9 metro, colocando em risco diversas áreas costeiras do mundo — incluindo regiões no Brasil, Uruguai e Argentina.
O levantamento foi conduzido pela Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU Singapura) e pela Universidade de Tecnologia de Delft (TU Delft), na Holanda. O cenário mais extremo previsto é 90 centímetros superior à estimativa mais recente das Nações Unidas, que previa aumento entre 0,6 e 1 metro.
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A projeção considera diferentes modelos climáticos e leva em conta, entre outros fatores, o derretimento acelerado de geleiras e calotas polares. Segundo os cientistas, a continuidade no crescimento das emissões de CO₂ pode impulsionar esse avanço dos oceanos.
“O estudo reforça a gravidade do impacto nas populações costeiras e nos ecossistemas, especialmente em locais com infraestrutura vulnerável”, afirma Benjamin Horton, diretor do Earth Observatory of Singapore. Ele alerta que o trabalho representa um avanço importante na compreensão dos riscos extremos da elevação do nível do mar.
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Dados da Climate Central, organização que monitora áreas em risco de alagamento, indicam que cidades como o Rio de Janeiro e municípios do litoral do Rio Grande do Sul, além de áreas costeiras do Uruguai e da Argentina, podem enfrentar inundações permanentes se as projeções mais severas se confirmarem.
Com o tempo correndo contra, o estudo reforça a necessidade urgente de medidas globais para reduzir emissões e proteger regiões costeiras da ameaça crescente das mudanças climáticas.
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