O ministro Alexandre de Moraes saiu em defesa do uso de vídeos durante o julgamento que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados réus por tentativa de golpe. Durante a sessão na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Moraes afirmou que a exibição das imagens tem respaldo legal e reforça a gravidade dos atos de 8 de janeiro de 2023.
“Eu poderia descrever os fatos por escrito, usar áudios ou vídeos. O Código de Processo Penal e o Código de Processo Civil permitem que juízes utilizem fatos públicos e notórios”, explicou o ministro.
++ Co-CEO da Samsung, Han Jong-Hee, morre aos 63 anos
As cenas exibidas no plenário mostraram invasores destruindo prédios públicos e pedindo um golpe militar. Moraes criticou tentativas de minimizar os ataques, rejeitando narrativas que descrevem os participantes como manifestantes pacíficos. “Dizem que não houve violência, que eram apenas pessoas passeando. Isso é um absurdo”, afirmou.
O magistrado também lembrou casos de agressões contra policiais e a tentativa frustrada de explosão de uma bomba em Brasília, no final de 2022. “Se o artefato tivesse sido detonado, teria matado milhares”, alertou.
O STF esclareceu que o vídeo exibido não fazia parte dos autos do processo, mas foi produzido pelo gabinete de Moraes com base em imagens amplamente conhecidas e já analisadas em julgamentos anteriores.
Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech



