O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) anunciou afastamento da Câmara dos Deputados para concentrar suas ações nos Estados Unidos. O objetivo da viagem, segundo ele, é articular junto a congressistas norte-americanos a imposição de sanções contra autoridades brasileiras, alegando violações de direitos humanos e abuso de poder.
O movimento ocorre em meio à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas, acusadas de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. A mobilização de Eduardo Bolsonaro junto a aliados do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, se intensificou após esses desdobramentos.
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No Congresso norte-americano, avança um projeto de lei que pode impedir a entrada nos EUA de autoridades estrangeiras acusadas de restringir a liberdade de expressão. O texto, apresentado pelos deputados Darrell Issa e Maria Salazar, já foi aprovado em comitê e aguarda votação no plenário da Câmara. Dias antes da apresentação da proposta, Salazar esteve no Brasil para um encontro com Eduardo Bolsonaro.
A possibilidade de sanções contra autoridades brasileiras também tem sido discutida no contexto da Lei Magnitsky, legislação que permite punições como bloqueio de bens e restrições de visto para indivíduos acusados de violações de direitos humanos. O tema ganhou força após declarações do deputado norte-americano Rich McCormick, que sugeriu a aplicação da lei em casos envolvendo a retirada de perfis de redes sociais nos EUA.
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Apesar das movimentações políticas, o governo dos Estados Unidos não anunciou qualquer medida contra autoridades brasileiras. O Bureau de Assuntos para o Hemisfério Ocidental emitiu uma nota declarando que acompanha o caso, mas sem indicar quais providências, se houver, poderiam ser tomadas.
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