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domingo, junho 21, 2026

Demissões em alta no Brasil e os motivos são surpreendentes

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O Brasil registrou um recorde histórico de pedidos de demissão em 2024, conforme apontam dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre janeiro e setembro, aproximadamente 6,5 milhões de trabalhadores decidiram deixar seus empregos, um aumento significativo em relação aos anos anteriores.

Jovens entre 18 e 24 anos lideram essa tendência, buscando novas oportunidades ou apostando no empreendedorismo. De cada 100 pedidos de demissão, 30 são feitos por profissionais dessa faixa etária.

A alta rotatividade tem preocupado as empresas. Um levantamento da consultoria de recrutamento Robert Half indica que quase 30% das organizações tiveram uma taxa de turnover acima de 10% em 2024. “A rotatividade pode ser positiva quando traz renovação e diversidade de ideias, mas em níveis muito elevados, torna-se um alerta para as corporações”, analisa Lucas Nogueira, diretor regional da Robert Half.

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O principal motivo para os pedidos de demissão é a busca por melhores oportunidades em outras empresas. Em seguida, aparece a falta de perspectivas de crescimento dentro das organizações. Segundo o índice de Confiança da Robert Half, 40% dos profissionais de recrutamento apontam essa questão como a principal razão para as saídas, um crescimento significativo em relação aos 25% registrados em 2023.

Um estudo do Glassdoor Worklife Trends 2025 reforça essa percepção, revelando que 65% dos profissionais se sentem estagnados em suas funções atuais. Entre os principais fatores que impulsionaram a onda de desligamentos em 2024, segundo a Robert Half, estão:

  1. Propostas salariais mais atrativas em outras empresas (71%);
  2. Falta de oportunidades de crescimento (40%);
  3. Salários abaixo da média do mercado (24%);
  4. Benefícios pouco competitivos (22%);
  5. Falta de reconhecimento e recompensas (22%).

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Como as empresas estão reagindo?

Com a previsão de que essa tendência continue em 2025, especialistas alertam que a falta de iniciativas para reter talentos pode levar a uma “demissão por vingança”, na qual os profissionais insatisfeitos deixam seus cargos em resposta a condições inadequadas. “Companhias que ignoram a necessidade de flexibilidade e não escutam seus colaboradores serão as mais impactadas”, analisa Marais Bester, consultor sênior da SHL.

Para evitar perdas significativas, muitas organizações têm implementado estratégias para melhorar a retenção de talentos. Entre as medidas mais adotadas, segundo a Robert Half, estão:

  1. Investimento na capacitação das lideranças (39%);
  2. Oferta de treinamentos para os colaboradores (36%);
  3. Desenvolvimento de programas de crescimento profissional (35%);
  4. Melhoria das condições e do ambiente de trabalho (35%);
  5. Aprimoramento da gestão de desempenho (31%).

Diante desse cenário, a retenção de talentos torna-se um fator estratégico essencial para o sucesso das empresas, exigindo medidas proativas para manter a satisfação e o engajamento dos profissionais.

 

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