O governo federal definiu uma série de medidas prioritárias para o Congresso Nacional nos próximos dois anos, incluindo a limitação de supersalários, a reforma da Previdência dos militares e a regulamentação econômica das big techs. A proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil também está entre os projetos que o Planalto busca avançar.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, levou ao Congresso uma lista de medidas econômicas, reforçando a importância do bom relacionamento com o novo presidente da Câmara, Hugo Motta. O secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, afirmou que o governo está aberto a discutir diferentes modelos para viabilizar a reforma da renda, mas enfrenta resistência de parlamentares contrários ao aumento da carga tributária.
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No Senado, o governo aposta na liberação da exploração de petróleo na Foz do Amazonas para garantir apoio. O presidente Lula sinalizou a Davi Alcolumbre, novo líder da Casa, que as licenças ambientais devem avançar nos próximos meses. O Palácio do Planalto quer que o Ibama conceda a autorização ainda no primeiro semestre, evitando possíveis desgastes na COP-30, conferência climática da ONU que será realizada em novembro, no Brasil.
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Enquanto busca viabilizar sua agenda econômica, a base governista já enfrenta desafios no Congresso. O veto presidencial à isenção de impostos para fundos de investimento do agronegócio e imobiliário gerou resistência entre os parlamentares, o que pode dificultar futuras negociações.



