A postura inicial de confronto adotada por Donald Trump em relação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode mudar ao longo do tempo, segundo avaliação de diplomatas e assessores brasileiros. A expectativa é que o pragmatismo do presidente americano o leve a buscar um canal de diálogo com o Brasil, maior potência política e econômica da América do Sul.
O entendimento no Palácio do Planalto é de que a crescente influência da China na região pode pressionar Washington a se reaproximar do continente sul-americano, o que incluiria um contato mais direto com Lula e não apenas com o presidente argentino, Javier Milei.
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Fontes do governo brasileiro indicam que Trump ainda mantém uma postura combativa típica do período eleitoral, mas que, diante de desafios geopolíticos, precisará reforçar sua presença diplomática para evitar a perda de influência dos Estados Unidos.
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Eventos internacionais como a Assembleia Geral da ONU, em setembro, e a reunião do G20, em novembro, são vistos como oportunidades para um possível encontro entre os líderes. Já a COP30, em Belém, não é considerada uma prioridade para Trump, mas a diplomacia brasileira pretende insistir no convite, especialmente se houver a confirmação da presença do presidente chinês, Xi Jinping.



