O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (18) que espera contar com o apoio de Donald Trump para tentar reverter sua inelegibilidade. Bolsonaro declarou que o ex-presidente dos Estados Unidos, caso retorne ao poder, poderá influenciar no combate ao que ele define como “ativismo judicial” em diversos países, incluindo o Brasil.
Bolsonaro, que não poderá disputar eleições até 2030 devido a acusações de ataques infundados contra o sistema eleitoral brasileiro, declarou que foi convidado para a posse de Trump, prevista para 20 de janeiro, caso o republicano vença as eleições. No entanto, o ex-presidente está impedido de deixar o Brasil desde que teve seu passaporte confiscado, em razão de investigações que apuram sua suposta participação em uma tentativa de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
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“Se ele [Trump] me convidou, é porque acredita que pode colaborar com a democracia do Brasil, afastando inelegibilidades políticas, como a minha”, disse Bolsonaro a jornalistas no aeroporto de Brasília. Ele também destacou que Trump, em sua visão, não tolerará o uso do sistema judicial para perseguir opositores, prática que chamou de “lawfare”.
Bolsonaro não detalhou como Trump poderia influenciar diretamente no cenário jurídico brasileiro, limitando-se a dizer que “a presença dele e suas ações” teriam impacto global.
Durante a entrevista, Bolsonaro se mostrou incomodado com as restrições impostas pela justiça brasileira. Ele lamentou não poder acompanhar sua esposa, Michelle Bolsonaro, que deve representar o ex-presidente na cerimônia de posse de Trump em Washington. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, também deve participar do evento.
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O ex-mandatário enfrenta diversas investigações penais, incluindo uma das mais graves conduzida pela Procuradoria-Geral da República, que avalia se ele será denunciado por crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. Apesar disso, Bolsonaro insiste em sua inocência, classificando os processos como uma “perseguição política” contra a direita brasileira.
“Sou um preso político, mesmo sem tornozeleira eletrônica”, declarou Bolsonaro, reforçando que as acusações contra ele têm como objetivo enfraquecer a oposição no país.



