Nos últimos dias, um aumento significativo de casos de doenças diarreicas tem sido registrado em cidades do litoral de São Paulo, como Guarujá e Praia Grande. Autoridades de saúde reforçam a importância de medidas preventivas para conter a disseminação dessas enfermidades, que afetam principalmente moradores e turistas na região.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a higienização adequada das mãos é uma das principais formas de prevenção. “Lavar as mãos antes das refeições e ao manipular alimentos é essencial. Também é fundamental evitar alimentos mal cozidos e priorizar locais de alimentação com boas práticas de higiene”, orientou Alessandra Lucchesi, diretora da Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar.
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Consumir água, gelo e sorvetes de procedência confiável é outra recomendação importante. Em casa, caso haja dúvidas sobre a qualidade da água fornecida, é possível realizar a desinfecção com hipoclorito de sódio, disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde (UBSs). A orientação é adicionar duas gotas por litro de água, aguardar 30 minutos e só então utilizá-la para consumo ou preparo de alimentos.
Alimentos perecíveis devem ser mantidos refrigerados, especialmente durante o verão, quando as altas temperaturas podem favorecer a proliferação de microrganismos.
Evitar praias classificadas como impróprias para banho é outra recomendação para prevenir doenças. O monitoramento da qualidade da água do mar é realizado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que mantém um mapa atualizado no site oficial. Atualmente, 38 das 175 praias monitoradas no estado estão impróprias para banho.
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As bandeiras vermelhas indicam que a praia não está segura, e especialistas recomendam evitar o contato com a água por pelo menos 24 horas após chuvas intensas, devido ao risco de resíduos contaminantes serem levados ao mar.
Nos municípios, as unidades de saúde têm sido orientadas a intensificar o monitoramento de casos e realizar coletas de amostras de fezes, água e alimentos sempre que necessário. A meta é identificar possíveis fontes de contaminação e tomar medidas para interromper a transmissão.
Essas ações preventivas, somadas à conscientização da população, são cruciais para controlar os surtos e proteger a saúde pública durante a alta temporada no litoral paulista.



