A possível candidatura do cantor Gusttavo Lima à Presidência da República em 2026 está sendo vista com desconfiança por líderes de dois dos maiores partidos do país, PT e PL. Para integrantes dessas siglas, a ideia de Lima como candidato é considerada uma estratégia passageira, sem grandes chances de se concretizar.
De acordo com dirigentes do PL, o nome do cantor foi cogitado como uma forma de pressionar o ex-presidente Jair Bolsonaro a acelerar a escolha de um candidato oficial para as próximas eleições. Bolsonaro, que segue inelegível, mantém o discurso de que será candidato, mas tem adiado qualquer decisão, apostando em recursos judiciais para reverter sua situação até o último momento.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, preferiu não se aprofundar no tema ao ser questionado, limitando-se a dizer que não tinha “nenhum comentário” sobre a candidatura de Gusttavo Lima.
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Já a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, adotou um tom crítico. Ela reconheceu o direito do cantor de disputar o cargo, mas questionou o discurso de Lima em relação ao agronegócio. Recentemente, o artista afirmou que o setor “não aguenta mais pagar impostos”, declaração que Hoffmann rebateu como inverídica.
“O agronegócio é o setor mais subsidiado da nossa economia. A carga tributária que ele enfrenta é de aproximadamente 5% do PIB. É uma falácia dizer que eles pagam muito imposto para tentar promover uma candidatura”, destacou a petista.
Enquanto Gusttavo Lima segue sem confirmar oficialmente sua intenção de concorrer, analistas políticos avaliam que a menção ao seu nome pode ser uma forma de medir a receptividade do público e do setor empresarial, especialmente no agronegócio, que tem se mostrado uma base de apoio significativa em disputas recentes.
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Até o momento, o cantor não se pronunciou sobre as reações às especulações de sua candidatura. A movimentação, no entanto, evidencia a disputa de narrativas em torno da sucessão presidencial de 2026, com partidos buscando consolidar estratégias antes do início oficial do calendário eleitoral.



