Nesta terça-feira, 24, o ex-deputado federal Daniel Silveira foi detido pela Polícia Federal em Petrópolis, no Rio de Janeiro, após desrespeitar restrições impostas pela Justiça. A decisão de prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-parlamentar será encaminhado ao presídio Bangu 8.
Entre as condições desobedecidas, estava o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, além da proibição de manter contato com investigados no inquérito sobre tentativa de golpe de Estado, como o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Silveira também tinha restrições ao uso de redes sociais e aplicativos de mensagens.
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A trajetória de Daniel Silveira na política foi marcada por polêmicas. Ex-policial militar, ele ganhou notoriedade em 2018 ao quebrar uma placa em homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco. Eleito deputado federal naquele ano, alinhou-se ao então presidente Jair Bolsonaro e tornou-se figura central em debates sobre liberdade de expressão.
Em 2021, foi preso após divulgar um vídeo com críticas aos ministros do STF e em defesa do AI-5, ato associado ao período mais severo da ditadura militar. Condenado em 2022 pelo STF a mais de oito anos de prisão, teve seus direitos políticos suspensos. Pouco depois, Bolsonaro concedeu-lhe um perdão presidencial, o que gerou amplo debate jurídico.
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Desde então, Silveira acumulou novos episódios de descumprimento de medidas judiciais, culminando na prisão mais recente. Em uma busca anterior em sua residência, a polícia encontrou R$ 270 mil em espécie. A detenção desta semana reforça as tensões entre o ex-parlamentar e o Judiciário, que agora discute os próximos passos no caso.



