Fontes ligadas à investigação sobre a tentativa de golpe relataram que o general Mario Fernandes, atualmente preso, estaria considerando a possibilidade de firmar um acordo de delação premiada. A colaboração, caso confirmada, poderia trazer novas informações sobre o envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro Walter Braga Netto no caso.
De acordo com os relatos, Fernandes teria demonstrado irritação com as acusações de que teria atuado como um “lobo solitário”, agindo por conta própria e liderando subordinados sem orientação superior. Investigações apontam que ele estaria insatisfeito com a narrativa de que suas ações refletiam apenas decisões pessoais, enquanto ele argumenta que teria seguido orientações de figuras hierarquicamente superiores.
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As suspeitas levantadas por Fernandes sugerem que suas ações estariam vinculadas a pedidos e cobranças diretas de Bolsonaro e Braga Netto, contrariando a versão apresentada por outros indiciados, que buscam desvincular o caso das lideranças políticas.
Na semana passada, reportagens indicaram descontentamento entre os investigados com a estratégia de defesa adotada por Bolsonaro. Entre as críticas, há menções à falta de apoio e à percepção de abandono por parte do ex-presidente, o que estaria aumentando as tensões entre os envolvidos.
Procurada, a defesa do general Mario Fernandes afirmou que não irá se manifestar sobre as especulações em torno de uma possível colaboração premiada.
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O caso segue em investigação, e as autoridades buscam esclarecer o papel de cada envolvido, incluindo lideranças políticas, no planejamento e execução da tentativa de golpe.



