O Senado Federal deve decidir em breve sobre a proposta que autoriza a regulamentação de jogos de azar no Brasil. A medida, que já foi aprovada na Câmara dos Deputados e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, inclui a liberação de cassinos, bingos, jogo do bicho e apostas em diversas modalidades.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), indicou que a votação poderá ocorrer nesta quarta-feira. Caso a pauta não seja concluída a tempo, o debate será adiado para a próxima semana.
Se aprovada, a proposta revoga a proibição em vigor desde 1946 e altera trechos da Lei de Contravenções Penais, que criminaliza essas práticas. O texto delega ao Ministério da Fazenda a responsabilidade por regulamentar e fiscalizar o setor, além de conceder licenças para exploração dos jogos.
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O projeto prevê que cassinos sejam integrados a complexos de lazer, como resorts ou embarcações, com licenças válidas por 30 anos, renováveis pelo mesmo período. As empresas interessadas deverão atender a exigências específicas, como comprovação de capital mínimo e estrutura hoteleira de alto padrão.
Bingos também terão regras detalhadas, incluindo limites para a quantidade de licenças por cidade e requisitos mínimos para o tamanho das instalações. Em estádios de futebol com capacidade superior a 15 mil lugares, será possível instalar até 400 máquinas de vídeo-bingo.
A proposta também estabelece critérios para tributação. Jogadores que acumularem ganhos acima de R$ 10 mil em 24 horas estarão sujeitos ao Imposto de Renda, com alíquota de 20%, descontada diretamente na fonte.
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As casas de aposta, por sua vez, pagarão taxas trimestrais que variam conforme o tipo de jogo explorado. Cassinos, por exemplo, terão que arcar com R$ 600 mil por estabelecimento, enquanto plataformas de jogos online pagarão R$ 300 mil por endereço virtual.
Além dos impactos econômicos, o projeto tem gerado discussões sobre questões sociais, como o risco de vício e lavagem de dinheiro. Ainda assim, defensores argumentam que a regulamentação pode aumentar a arrecadação de impostos e fomentar o turismo, especialmente em áreas com potencial para atrair visitantes internacionais.
Com uma possível votação no horizonte, a regulamentação dos jogos de azar reacende um debate que promete dividir opiniões dentro e fora do Congresso Nacional.



