O governo brasileiro tem adotado uma postura de prudência frente às recentes declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis sanções ao bloco dos Brics. Em redes sociais, Trump sugeriu a aplicação de tarifas de 100% caso o grupo avance em sua proposta de desdolarização, que prevê a substituição do dólar como moeda principal em transações comerciais.
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Para autoridades brasileiras, as declarações são vistas como parte de uma retórica de campanha que, segundo avaliação interna, deve ser amenizada após Trump assumir a presidência. Diplomatas brasileiros também destacam que o debate sobre a desdolarização ainda está em fase inicial e não há uma decisão consolidada entre os membros do bloco.
O Brics, que ampliou sua composição neste ano para incluir países como Irã, Arábia Saudita e Egito, tem buscado alternativas econômicas que reduzam a dependência do dólar. Em pronunciamento anterior, Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, classificou o dólar como um “instrumento de poder” dos Estados Unidos.
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A diplomacia brasileira, entretanto, acredita que, diante da complexidade das relações internacionais, as ameaças feitas por Trump precisarão ser analisadas sob a perspectiva do equilíbrio entre discurso político e ações concretas. A expectativa é de que, ao assumir o cargo, o presidente eleito priorize uma abordagem mais pragmática nas relações com parceiros econômicos, incluindo os Brics, que representam uma fatia expressiva da economia global.



