Um estudo recente conduzido pelo Instituto Genoma de Singapura (GIS) indicou que a saúde do intestino pode desempenhar um papel fundamental no processo de envelhecimento saudável. Publicado na revista Nature, o estudo analisou a composição do microbioma intestinal de 234 adultos entre 80 e 89 anos, sugerindo que o equilíbrio das bactérias intestinais pode influenciar diretamente a saúde ao longo dos anos.
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A pesquisa revelou uma diminuição na diversidade bacteriana com o envelhecimento, particularmente de uma bactéria chamada Faecalibacterium prausnitzii, que produz o ácido graxo butirato, essencial para a saúde intestinal e a comunicação entre o intestino e o cérebro. Para compensar essa redução, outras bactérias, como as espécies Alistipes e Bacteroides, aumentaram em número, mantendo assim os níveis de butirato.
Além disso, o estudo apontou três outras bactérias — Parabacteroides goldsteinii, Streptococcus parasanguinis e Bacteroides coprocola — como possíveis indicadores de saúde, já que estão associadas ao controle da glicemia e aos níveis de vitamina B12, ambos importantes para um envelhecimento saudável. Com esses dados, os cientistas esperam desenvolver terapias baseadas em probióticos e prebióticos para promover a saúde intestinal e o envelhecimento saudável.
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Embora promissora, a pesquisa ainda apresenta limitações, já que os participantes eram exclusivamente da Ásia. Dessa forma, mais estudos são necessários para confirmar se esses efeitos no microbioma são universais ou específicos dessa população.
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