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terça-feira, agosto 25, 2026

Reeleito nos EUA, Trump promete retomar políticas restritivas; entenda

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Após projeções, o republicano Donald Trump é apontado como vencedor das eleições presidenciais nos Estados Unidos, garantindo um novo mandato aos 78 anos e vencendo a democrata Kamala Harris. Trump, que governou de 2017 a 2021, promete medidas rígidas em imigração, economia e aborto, além de revisões na política externa.

Na agenda migratória, Trump pretende restabelecer práticas rigorosas adotadas durante seu primeiro mandato, incluindo uma nova e extensa política de deportações. Ele defende que a imigração ilegal impulsiona o crime no país, embora dados do FBI mostrem redução nos crimes violentos. Em fevereiro, uma proposta bipartidária para segurança de fronteira foi debatida no Congresso, mas Trump mobilizou a oposição dos republicanos, bloqueando a aprovação.

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As propostas econômicas de Trump incluem corte de impostos e aumento nas tarifas de importação. Ele planeja sobretaxas de 10% a 20% para produtos estrangeiros e até 60% para itens importados da China. Outras medidas incluem a redução da alíquota corporativa de 21% para 15% e o fim de impostos sobre horas extras e gorjetas. Analistas estimam que essas mudanças podem gerar um déficit de até US$ 6,6 trilhões em uma década. Na área energética, ele promete eliminar incentivos para veículos elétricos e dar prioridade à indústria de petróleo e gás.

Sobre o aborto, Trump reforça sua oposição a uma legislação federal que restringiria o procedimento. Apesar de juízes nomeados por ele na Suprema Corte terem contribuído para revogar a lei “Roe contra Wade”, que garantia o direito ao aborto, ele afirma que vetaria uma proibição federal. Com a autonomia dos estados sobre a questão, algumas mulheres vêm se deslocando para regiões onde o aborto ainda é permitido.

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Na política externa, Trump se compromete a manter o apoio a Israel, mas coloca em dúvida a continuidade do apoio à Ucrânia, uma questão que parte do Partido Republicano considera de interesse limitado para os EUA. Em abril, ele foi contra a aprovação de um pacote de ajuda de US$ 95 bilhões ao governo ucraniano.

Com promessas de mudança, Trump retoma sua retórica e políticas de confronto, reacendendo discussões sobre imigração, economia, direitos reprodutivos e a presença global dos EUA.

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