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quarta-feira, setembro 16, 2026

Estudo revela crescimento da infelicidade no trabalho no Brasil: o que está por trás desse cenário?

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Um estudo recente realizada pela Pluxee em parceria com a plataforma britânica The Happiness Index apontou um aumento no índice de infelicidade no trabalho no Brasil. De acordo com o estudo, que contou com a participação de mais de 23 mil trabalhadores de mais de 100 países, os brasileiros estão, em média, 9% mais infelizes no trabalho do que a média global.

A pesquisa, realizada entre fevereiro e março de 2024, destacou os baixos níveis de felicidade e engajamento entre os trabalhadores brasileiros, que ficaram abaixo da média global em ambos os quesitos. O Brasil obteve uma pontuação média de 7,2, enquanto a média global foi de 7,8.

Os resultados indicam que a felicidade no trabalho dos brasileiros está 4% abaixo da média global. Além disso, um dado importante da pesquisa é que homens e trabalhadores mais velhos são mais felizes no trabalho do que as mulheres e os mais jovens.

Outro dado relevante é a diferença entre as regiões do país: a Região Norte registrou os melhores índices de felicidade, enquanto a Região Sudeste ficou com os piores resultados.

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Em relação ao engajamento, o cenário brasileiro é ainda mais preocupante, com uma pontuação 10% abaixo da média global. A pesquisa revelou que os profissionais mais velhos e os homens também têm maior engajamento no trabalho do que as mulheres, com colaboradores mais jovens mostrando níveis de engajamento mais baixos. A Região Norte novamente se destacou positivamente, enquanto a Região Sudeste teve o desempenho mais baixo.

O estudo identificou várias causas principais para a infelicidade e desengajamento no ambiente de trabalho brasileiro. Entre elas, destacam-se:

A pesquisa mostrou que muitos trabalhadores brasileiros não se sentem valorizados por suas contribuições, o que afeta diretamente o seu engajamento e motivação.

A carência de trajetórias claras de crescimento e desenvolvimento é uma das principais reclamações dos trabalhadores, que se sentem estagnados em suas funções.

A insatisfação com os salários baixos e as condições de trabalho também são fatores que impactam negativamente a felicidade no ambiente corporativo.

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A pesquisa também trouxe à tona questões importantes sobre gênero e etária. As mulheres, de forma geral, apresentaram média inferior de felicidade e engajamento no trabalho, o que evidencia as dificuldades enfrentadas pelas profissionais em comparação com os homens.

Além disso, a pesquisa revelou que trabalhadores mais velhos (51 a 60 anos) são 17% mais felizes no trabalho do que aqueles com idades entre 19 e 30 anos.

Esse dado reflete as diferentes necessidades das gerações mais jovens, que buscam mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional, propósito e inspiração no trabalho.

A Região Sudeste, apesar de ser a mais próspera economicamente, também enfrenta desafios como competitividade extrema, alta pressão do mercado de trabalho e qualidade de vida inferior. Esses fatores contribuem para os baixos índices de felicidade e engajamento nesta região.

Em contrapartida, a Região Norte se destacou, apresentando melhores resultados em termos de oportunidades de aprendizado, inspiração e comprometimento com o sucesso das organizações.

A pesquisa revela que, para melhorar o cenário atual e aumentar os níveis de felicidade e engajamento no trabalho, as empresas precisam priorizar o reconhecimento regular e oferecer oportunidades de crescimento aos seus colaboradores.

Feedbacks construtivos, programas de desenvolvimento de liderança e treinamentos focados em engajamento podem ser a chave para melhorar o ambiente corporativo e reverter esse quadro de insatisfação.

É fundamental que as organizações invistam em estratégias que priorizem o bem-estar e o desenvolvimento dos colaboradores. A felicidade e o engajamento no trabalho estão diretamente relacionados à produtividade e ao sucesso organizacional, sendo um fator determinante para atrair e reter talentos.

As empresas devem focar em práticas que melhorem a qualidade de vida no trabalho, proporcionem crescimento pessoal e profissional e estimulem a escuta ativa para garantir um ambiente saudável e motivador.

Programas especializados, como os oferecidos pela StartSe, podem ser uma excelente solução para melhorar a cultura organizacional e aumentar o engajamento.

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