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quarta-feira, setembro 16, 2026

“Cápsula de suicídio” é usada pela primeira vez na Suiça e vira caso de polícia; entenda

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Autoridades suíças detiveram várias pessoas após a morte de uma mulher que utilizou uma “cápsula de suicídio” em uma floresta no município de Merishausen. A cápsula, conhecida como Sarco, permite que indivíduos terminem suas vidas sem a presença de um médico, conforme relatou a polícia em 24 de setembro. Este caso gerou uma investigação criminal por suspeitas de incitação e auxílio ao suicídio.

O dispositivo é uma pequena cabine onde a pessoa, ao responder uma série de perguntas confirmando sua decisão, aciona um mecanismo que libera nitrogênio, levando à morte por hipóxia em poucos minutos. A mulher, uma americana de 64 anos com um grave comprometimento imunológico, foi identificada pela associação que promove a cápsula.

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Embora a eutanásia assistida seja legal na Suíça há décadas, sua prática exige a presença de um médico. O uso da cápsula Sarco, apresentado ao público pela primeira vez em julho, trouxe à tona debates sobre os limites da legislação. “A cápsula foi apreendida, e o corpo da mulher foi encaminhado para autópsia”, afirmou a polícia, que conduz o caso.

A promotoria informou que o incidente chegou ao seu conhecimento através de um escritório de advocacia, o que resultou na abertura de uma investigação e na prisão de suspeitos envolvidos. O dispositivo, desenvolvido por Philip Nitschke, ativista pelo direito à morte, não atende às exigências legais suíças, conforme afirmou a ministra Élisabeth Baume-Schneider, que destacou que a cápsula não segue normas de segurança de produtos e viola leis relacionadas ao uso de nitrogênio.

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Nitschke, por sua vez, declarou que o funcionamento da cápsula ocorreu exatamente como planejado, reforçando a validade do projeto. O futuro do Sarco, no entanto, enfrenta incertezas legais no país.

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