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quarta-feira, setembro 16, 2026

Debate sobre o retorno do horário de verão avança, mas decisão final ainda está pendente

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O governo federal está em fase de avaliação sobre a possibilidade de retomar o horário de verão ainda em 2024. A medida, que visa otimizar o uso da luz solar e reduzir o consumo de energia elétrica, já conta com recomendações favoráveis de alguns órgãos, como o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que sugeriu formalmente a mudança.

A proposta surge em um cenário de seca prolongada, que afeta os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de geração de energia no Brasil. Embora o país ainda não enfrente um risco imediato de falta de energia, o uso crescente de usinas termoelétricas durante a estiagem pode pressionar o custo da eletricidade, o que motiva discussões sobre o retorno da medida.

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Avaliação do governo

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comentou sobre a complexidade da decisão, afirmando que a situação energética atual do Brasil está sob controle, mesmo com a crise hídrica. “Hoje, nós não temos problema de geração de energia mesmo com essa grave crise hídrica”, disse Silveira, conforme a Agência Brasil. Entretanto, ele ressaltou que outros fatores e previsões podem influenciar a decisão do governo sobre a possível reintrodução do horário de verão.

Se aprovada, a medida deverá entrar em vigor a partir de novembro de 2024, com os relógios sendo adiantados em uma hora, seguindo o padrão do horário de Brasília. A alteração teria duração até fevereiro do ano seguinte, período típico de vigência do horário de verão.

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Efeitos e economia

Embora ainda não haja confirmação oficial, o ONS prevê que a mudança poderia gerar uma economia de até 2,5 gigawatts no consumo de energia elétrica durante o horário de pico, o que ajudaria a reduzir o uso de usinas termoelétricas, diminuindo custos operacionais e ampliando a capacidade de fornecimento do Sistema Interligado Nacional (SIN) no período mais crítico do dia.

O horário de verão foi adotado no Brasil de forma contínua entre 1985 e 2019, até ser suspenso sob a justificativa de que o impacto na economia de energia havia se tornado insignificante. No entanto, com o atual contexto energético, o retorno da medida está sendo reconsiderado, e o governo deve tomar uma decisão nos próximos meses.

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