15 C
São Paulo
quarta-feira, setembro 16, 2026

Bem-estar supera salário como prioridade entre profissionais

Leia mais

Nos últimos anos, a saúde mental tem ganhado cada vez mais importância no ambiente profissional, com colaboradores priorizando o bem-estar emocional em vez de aumentos ou promoções. Uma pesquisa realizada pela plataforma Monster revelou que 79% dos trabalhadores colocam sua saúde mental acima de oportunidades de promoção, enquanto apenas 36% consideram um aumento salarial como prioridade. Esse comportamento reflete uma mudança no mercado de trabalho, onde o equilíbrio entre vida pessoal e profissional tornou-se essencial para a retenção de talentos.

Com a crescente pressão nos ambientes de trabalho, o tema saúde mental é uma pauta urgente. Segundo a psicóloga Shannon Melissa Chan, “não importa quantos benefícios as empresas ofereçam, se o ambiente for tóxico, os funcionários não vão se sentir seguros para utilizá-los”. E é justamente essa toxicidade que tem sido apontada como um dos maiores problemas dentro das organizações. Uma pesquisa da Associação Americana de Psicologia revelou que 92% dos profissionais desejam trabalhar em empresas que valorizam seu bem-estar psicológico, e 95% dos entrevistados destacam a importância de ser respeitado no local de trabalho.

++ O que é Sustentabilidade Humana e por que é crucial para o sucesso da sua empresa

Ambientes tóxicos afetam produtividade e retenção de talentos

No Brasil, o cenário é ainda mais preocupante. Uma pesquisa da plataforma de terapia online Zenklub revelou que o nível de bem-estar dos trabalhadores brasileiros está abaixo do que é considerado saudável. A toxicidade no ambiente de trabalho afeta diretamente a saúde mental dos colaboradores, resultando em um aumento significativo de pedidos de demissão ou afastamentos. Mais de 60% dos profissionais prefeririam se desligar da empresa do que continuar em um ambiente prejudicial, de acordo com o levantamento da Monster.

As empresas têm começado a tomar medidas para evitar o desgaste emocional dos funcionários, mas muitas ainda não abordam o problema de maneira eficaz. O burnout, por exemplo, é um problema caro para as organizações, com custos estimados em até US$ 3.400 por cada US$ 10.000 em salários, conforme dados da consultoria Gallup. Especialistas alertam que é fundamental adotar práticas preventivas, como permitir períodos de férias obrigatórios e ajustar a cultura corporativa para promover um ambiente mais saudável.

++ Nvidia: a empresa que deixa seu funcionário milionário

Prevenção e cultura organizacional são chaves para mudança

Para enfrentar o problema, as empresas precisam ir além de soluções pontuais e avaliar profundamente a cultura organizacional. Incentivar pausas, desconexão fora do horário de trabalho e melhorar a gestão de equipes são algumas das ações que podem reduzir o estresse. Organizações como o Duolingo, por exemplo, adotam um modelo onde todo o escritório fecha por duas semanas, garantindo que todos, inclusive os líderes, tirem um tempo de descanso. Essa prática serve como um exemplo de como incentivar o autocuidado sem pressionar os funcionários.

A especialista em carreiras Vicki Salemi destaca que, para criar ambientes de trabalho saudáveis, “as empresas devem se concentrar em resolver as questões internas que afetam a saúde mental dos colaboradores”. A mudança de mentalidade em direção ao bem-estar emocional não só melhora a qualidade de vida dos funcionários, mas também aumenta a produtividade e engajamento, garantindo que as organizações sejam vistas como parte da solução, e não do problema

Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Últimas notícias