Um novo avanço no monitoramento de gado está transformando a pecuária na Amazônia com o uso de chips, conhecido como o “CPF do boi”. Segundo informações divulgadas pelo g1 nesta terça-feira (23), essa inovação é resultado de uma parceria entre o Ministério Público Federal (MPF) e frigoríficos da região.
O sistema de rastreabilidade, desenvolvido pela Niceplanet em conjunto com a certificadora SBcert, já está em operação em aproximadamente 150 frigoríficos e fazendas. Utilizando chips e brincos aplicados às orelhas dos bovinos, o projeto permite a identificação precisa da origem de cada animal.
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O chamado “CPF do boi” permite ao criador registrar informações detalhadas sobre o gado, como data de nascimento, peso e a fazenda de origem, no sistema SMGeo Indireto. Cada chip e brinco possui um número cadastrado no Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov), mantido pelo Ministério da Agricultura.
O sistema também fornece ao comprador a possibilidade de verificar a situação ambiental, fundiária e trabalhista do produtor, já que essas informações estão associadas ao número de cada animal. A comercialização prossegue normalmente se a fazenda estiver registrada como livre de desmatamento, sem bloqueios no sistema.
Custos do sistema de rastramento
O custo do sistema de rastreabilidade é composto por vários itens: chips e brincos são vendidos a R$ 7 por animal, a certificação custa R$ 13 por boi, e o bastão eletrônico para leitura dos dados tem um preço estimado em R$ 5 mil. Além disso, são necessários bretes ou troncos para segurar os animais durante a aplicação dos acessórios, com preços variando de R$ 20 mil a R$ 100 mil.
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Embora o sistema seja mais acessível para grandes pecuaristas, há alternativas mais econômicas para pequenos produtores, como a combinação de brincos e tatuagens. Este tipo de tecnologia é crucial para atender aos mercados internacionais, como a União Europeia, que a partir de 2025 proibirá a importação de carne proveniente de áreas desmatadas. A China também está prevista para adotar regras semelhantes, seguindo diretrizes estabelecidas em 2021.
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