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sábado, julho 18, 2026

Telegram é usado para espalhar p0rnô deepfake de brasileiras

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Criminosos estão se organizando em grupos de ódio no Telegram para criar e compartilhar imagens p0rnográficas falsas de mulheres brasileiras, usando ferramentas de inteligência artificial. Reportagem da BBC, publicada nesta quinta-feira (18), revelou que essas montagens são feitas sob encomenda e geralmente têm como alvo pessoas próximas dos solicitantes, como vizinhas, colegas e até parentes.

Uma das vítimas, identificada como “Ana” (nome fictício), é bartender e teve uma foto sua manipulada por IA. Na imagem original, ela aparece ao lado da mãe, mas a versão alterada mostra ambas sem roupa. A mãe de Ana é uma senhora religiosa de 65 anos.

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A imagem deepfake foi compartilhada junto com um link para o perfil de Ana no Instagram. Ela descobriu o ataque após receber mensagens na rede social e decidiu investigar.

Ana acredita que a montagem seja uma represália a uma postagem sua no Facebook. Na publicação, ela alertava sobre participantes de uma comunidade na plataforma que estavam manipulando fotos de mulheres conhecidas, adicionando seus rostos a cenas de s e x o ou inserindo corpos sem roupas nas imagens originais.

Comunidades de deepfake no Telegram

Durante a investigação, Ana encontrou várias páginas no Facebook promovendo comunidades de deepfake no Telegram. Ela conseguiu acesso a um grupo fechado no aplicativo e compartilhou os detalhes com a BBC.

Segundo a reportagem, os membros desses grupos encomendam deepfakes p0rnográficos com fotos de mulheres que conhecem e recebem as imagens alteradas algum tempo depois. Os diálogos entre eles são repletos de conteúdos misóginos.

Ana descobriu informações sobre um dos administradores e as repassou à polícia em São Paulo. Junto com outras vítimas, ela pretende responsabilizar judicialmente os responsáveis pelo grupo no Telegram.

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Resposta das plataformas

À BBC, a Meta afirmou que utiliza IA e equipes humanas para revisar conteúdos no Facebook e no Instagram. Segundo a empresa, postagens que violam suas políticas podem ser removidas.

O Telegram informou que modera “conteúdos prejudiciais” desde a sua criação. A plataforma revelou ter um sistema de monitoramento proativo, combinado com relatos de usuários, que remove “milhões de itens de conteúdo prejudicial todos os dias”.

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