De acordo com o 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, dois celulares são furtados ou roubados a cada minuto no Brasil. Esses dados, divulgados nesta quinta-feira (18) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram uma realidade preocupante para os usuários de smartphones no país.
Pela primeira vez desde que os dados começaram a ser registrados, o número de furtos superou os roubos. Foram relatadas 494.295 ocorrências de furtos e 442.999 de roubos, totalizando 937.294 casos. Essa quantidade representa uma queda de 4,7% em comparação com o ano anterior.
Proporcionalmente, os celulares da Apple são os mais visados pelos criminosos, representando 25% dos casos, apesar de constituírem apenas 10% do mercado de smartphones. Em termos absolutos, os aparelhos da Samsung lideram com 37,4% das ocorrências, seguidos pelos da Apple e da Motorola, com 23,1%.
David Marques, coordenador de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, explica que os roubos e furtos de celulares estão diretamente ligados a outros crimes relacionados às informações sensíveis armazenadas nos dispositivos. O relatório também detalha as circunstâncias mais comuns desses crimes:
- 78% dos roubos ocorrem em vias públicas, enquanto essa proporção cai para 44% no caso dos furtos.
- Roubos são mais frequentes em dias úteis e horários de alta movimentação, como entre 5h e 7h da manhã e entre 18h e 22h.
- Furtos, por outro lado, acontecem mais nos fins de semana, aproveitando o movimento reduzido. Os horários mais comuns são entre 10h e 11h e das 15h às 20h.
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O Brasil registra uma taxa de 461 ocorrências para cada 100 mil habitantes, com 15 das 50 cidades mais afetadas localizadas no estado de São Paulo. A lista de cidades com maior incidência de casos, proporcionalmente a cada 100 mil habitantes, é a seguinte:
- Manaus (AM): 2.096 casos
- Teresina (PI): 1.866 casos
- São Paulo (SP): 1.781 casos
- Salvador (BA): 1.716 casos
- Lauro de Freitas (BA): 1.695 casos
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é compilado a partir de dados fornecidos pelos governos estaduais, pelo Tesouro Nacional e pelas polícias civil, militar e federal, entre outras fontes oficiais de segurança pública.
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