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quarta-feira, setembro 16, 2026

Apple nega uso não autorizado de vídeos do YouTube para treinar IA

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A Apple, juntamente com outras grandes empresas de tecnologia, foi acusada de utilizar vídeos do YouTube sem autorização para treinar suas ferramentas de inteligência artificial generativa. No entanto, a empresa negou essas alegações. A denúncia sobre o uso indevido de material disponível na plataforma de vídeos do Google foi feita pela Proof News no início da semana.

Em contato com o 9to5Mac na quarta-feira (17), a Apple se manifestou pela primeira vez sobre o assunto. A empresa afirmou que o material mencionado no relatório, que inclui transcrições de mais de 170 mil vídeos, não foi utilizado para treinar nenhum de seus recursos de IA, incluindo o recém-lançado Apple Intelligence.

A Apple esclareceu que o treinamento do Apple Intelligence foi realizado com “dados licenciados, incluindo dados selecionados para aprimorar recursos específicos”. A empresa também mencionou que utiliza “dados publicamente disponíveis” coletados por sua ferramenta de rastreamento web.

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Outras empresas mencionadas no relatório, como Salesforce e Anthropic, confirmaram o uso do YouTube para treinar seus modelos de linguagem, mas negaram qualquer irregularidade. A Nvidia e outras empresas ainda não se posicionaram sobre o assunto.

Prática viola regras do YouTube

Utilizar conteúdos do YouTube para treinar recursos de inteligência artificial sem permissão viola as políticas da plataforma, conforme destacou o CEO do YouTube, Neal Mohan. Em entrevistas recentes, ele abordou o tema e enviou um recado à OpenAI.

Falando à Bloomberg em abril, Mohan pediu à desenvolvedora do ChatGPT que não utilizasse os vídeos do YouTube para treinar seus modelos de IA sem o consentimento dos proprietários dos materiais. Segundo Mohan, nem mesmo as transcrições podem ser usadas sem autorização do criador.

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A investigação revelou que as grandes empresas de tecnologia teriam usado conteúdos de 48 mil canais, incluindo alguns dos criadores mais populares do serviço de vídeos, como MrBeast e PewDiePie. Transcrições de veículos de notícias e canais educacionais também foram coletadas para o treinamento.

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