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segunda-feira, julho 22, 2024

Pesquisa aponta impacto dos ultraprocessados na redução da expectativa de vida

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Um estudo apresentado na NUTRITION 2024, principal evento anual da Sociedade Americana de Nutrição, traz novas evidências sobre os riscos dos alimentos ultraprocessados. De acordo com a pesquisa realizada pelo National Cancer Institute, o consumo elevado desses produtos pode diminuir a expectativa de vida em até 10% ao longo de um acompanhamento médio de 23 anos, em comparação com aqueles que ingerem menos ultraprocessados.

Riscos Aumentados:

A pesquisa indicou uma associação clara entre a alta ingestão de alimentos ultraprocessados e um aumento nas taxas de mortalidade por diversas causas, especialmente doenças cardíacas e diabetes.

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Os dados foram coletados de mais de 540 mil indivíduos, que relataram seus hábitos alimentares desde 1990, quando tinham entre 50 e 71 anos. Os pesquisadores examinaram as taxas de mortalidade geral e as ligaram a diferentes tipos de alimentos ultraprocessados.

Alimentos Mais Perigosos:

Os pesquisadores destacaram carnes processadas e refrigerantes como alguns dos alimentos ultraprocessados mais perigosos, fortemente associados ao risco de morte prematura. Reduzir o consumo desses produtos pode ser uma estratégia eficaz para prevenir doenças e promover uma saúde melhor.

Além disso, os pesquisadores ajustaram os resultados para considerar outros fatores de risco, como tabagismo e obesidade, e notaram que consumidores de ultraprocessados também apresentavam maior índice de massa corporal (IMC).

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Principais Contribuintes:

Entre os 124 alimentos analisados, refrigerantes diet lideraram o consumo de ultraprocessados, seguidos por refrigerantes açucarados. Produtos feitos com grãos refinados, como pães ultraprocessados e itens de confeitaria, também eram populares.

Embora carnes e refrigerantes sejam destacados, ultraprocessados de origem vegetal também representam riscos à saúde.

Consequências para a Saúde:

O estudo reforça que alimentos ultraprocessados não apenas aumentam o risco de doenças cardíacas e diabetes, mas também estão ligados a sintomas depressivos e declínio cognitivo. Os processos industriais utilizados para produzir esses alimentos destroem a estrutura natural dos ingredientes e removem muitos nutrientes benéficos, como fibras, vitaminas, minerais e fitoquímicos.

Pesquisas anteriores também associam o consumo de ultraprocessados a um maior risco de câncer de boca e garganta, sublinhando a necessidade de uma dieta mais natural e menos processada para promover uma vida mais longa e saudável.

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