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sexta-feira, julho 19, 2024

Como o retorno ao trabalho presencial pode impactar em demissões nas empresas

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Um estudo realizado pela Gartner com 3.500 profissionais, mostra que 33% dos executivos obrigados a retornar ao escritório afirmaram que consideram deixar suas empresas por voltar ao presencial, comparado a apenas 19% dos funcionários não executivos. 

A pesquisa, realizada em novembro de 2023 e divulgada em maio deste ano, mostrou que, apesar de muitos executivos considerarem os motivos para o retorno ao escritório convincentes, a expectativa de flexibilidade permanece alta entre todos os níveis de funcionários.

“Os líderes seniores, que muitas vezes são responsáveis por comunicar e representar essas decisões na empresa, não estão imunes às expectativas crescentes de flexibilidade que vemos em todos os funcionários”, destaca Caroline Ogawa, diretora de pesquisa da Gartner.

Um artigo acadêmico recente analisou o impacto das políticas de retorno ao trabalho presencial em três grandes empresas de tecnologia: Apple, Microsoft e SpaceX. 

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A pesquisa, baseada em dados de currículos da People Data Labs, indicou que profissionais seniores nessas empresas deixaram seus empregos após a implementação das políticas de retorno presencial, mas não enfrentaram dificuldades para encontrar novas posições.

“Não encontramos nenhuma evidência de que esses profissionais estejam aceitando mudanças de cargo, rebaixamentos ou ficando desempregados”, pontua David Van Dijcke, coautor do estudo.

A SpaceX não comentou a pesquisa, enquanto a Apple refutou as conclusões, afirmando que a análise não refletia a realidade de seus negócios e que a rotatividade estava em níveis historicamente baixos. A Microsoft também discordou dos resultados do estudo, destacando seu modelo de trabalho híbrido e a flexibilidade oferecida aos funcionários.

Pesquisas anteriores mostram que a resistência ao trabalho presencial é mais forte entre trabalhadores de 30 a 44 anos, grupo que muitas vezes tem filhos pequenos ou enfrenta longos deslocamentos. 

Um estudo da Seramount com quase 400 trabalhadores revelou que apenas 11% da geração Z deseja trabalhar em casa em tempo integral, comparado a 34% dos trabalhadores mais velhos.

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Outro estudo da Checkr indicou que 68% dos gestores preferem continuar no modelo remoto, contra 48% dos profissionais em geral.

No momento, algumas empresas estão restringindo as opções de trabalho remoto, por exemplo, o Walmart espera que a maioria dos trabalhadores remotos se realoque até algum escritório. 

Segundo o relatório do Flex Index, cerca de 37% das empresas adotam um modelo “híbrido estruturado”, exigindo algum tempo presencial no escritório.

Brian Elliott, especialista em modelos de trabalho flexíveis, ressalta que a “intenção de permanecer na empresa” entre executivos de alto escalão diminuiu 16% após anúncios de políticas de retorno ao escritório, o dobro da taxa de outros empregados. 

A implementação dessas políticas pode evoluir com o tempo, mas os líderes empresariais devem equilibrar as preocupações com produtividade e colaboração com os riscos de perder talentos de alto nível.

“Tudo se resume à confiança. Pessoas talentosas sempre têm outras opções”, concluiu Elliott.

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