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sexta-feira, julho 12, 2024

Como as novas gerações estão impactando o mercado de trabalho

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Nesta quarta-feira (29), foi divulgado que o Brasil viu um aumento significativo no número de jovens entre 14 e 24 anos que não estudam, não trabalham e nem procuram emprego. O contingente desses jovens “nem-nem” subiu de 4 milhões, registrados no mesmo período do ano anterior, para 5,4 milhões. 

Esses dados foram revelados pela Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego durante o evento Empregabilidade Jovem, promovido pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) em São Paulo.

Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Ministério do Trabalho e Emprego, explicou que diversos fatores contribuíram para esse aumento, afetando principalmente as mulheres, que representam 60% desse grupo. 

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Segundo ela, as jovens enfrentam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho devido a um apelo social para terem filhos mais cedo e um certo conservadorismo que ainda prevalece, onde se acredita que apenas o marido trabalhando seria suficiente. 

Isso faz com que muitas entrem no mercado de trabalho mais tarde e com menos qualificação, dificultando a obtenção de empregos bem remunerados.

Para combater a evasão escolar no ensino médio, o governo federal lançou recentemente o programa Pé-de-Meia, que oferece incentivos financeiros para que jovens de baixa renda permaneçam matriculados e concluam essa etapa do ensino. 

O programa prevê pagamentos anuais de R$ 3 mil por beneficiário, totalizando até R$ 9,2 mil em três anos, com um adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no entanto, Montagner ressaltou que os impactos desse programa só serão percebidos nos próximos anos.

O Brasil possui cerca de 34 milhões de jovens entre 14 e 24 anos, representando 17% da população, desses, 14 milhões estavam ocupados no primeiro trimestre de 2024. No entanto, 45% desses jovens estavam na informalidade, correspondendo a 6,3 milhões de pessoas, uma porcentagem superior à média nacional de 40%.

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Essa informalidade é atribuída ao fato de muitos jovens trabalharem em micro e pequenas empresas sem formalização, muitas vezes como assalariados sem carteira assinada.

Os jovens que só estudam somam 11,6 milhões, enquanto o número de desocupados nessa faixa etária chegou a 3,2 milhões em 2024, por outro lado, houve um aumento no número de aprendizes e estagiários no país. 

Entre 2022 e 2024, o número de aprendizes aumentou em 100 mil, totalizando 602 mil em abril de 2024. No mesmo período, o número de estagiários cresceu 37%, passando de 642 mil para 877 mil.

Para aumentar a inserção produtiva dos jovens no mercado de trabalho, Paula Montagner enfatizou a necessidade de elevar a escolaridade e ampliar a formação técnica e tecnológica desse público. 

Ela defende a importância de reforçar programas de estágio e aprendizado conectados ao ensino técnico e aos cursos profissionalizantes, não apenas para garantir a sobrevivência dos jovens, mas para permitir que eles desenvolvam carreiras em áreas de seu interesse.

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