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sexta-feira, outubro 30, 2026

Idoso cego de 69 anos conquista faixa azul no jiu-jitsu

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Aos 69 anos, um idoso cego chamado Clodomir, conquistou a faixa azul no jiu-jitsu durante uma cerimônia realizada na terça-feira (27), no Dojo Rufino, em Brasília, no Distrito Federal. A graduação foi acompanhada pelos colegas de treino e pelo professor Francisco Rufino. Após receber a faixa, o atleta fez um discurso sobre respeito, igualdade e a importância das relações construídas dentro da academia.

O momento foi registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais do Dojo Rufino. Nas imagens, o professor orienta o aluno pela voz até o local da entrega. Ao recebê-lo, faz uma brincadeira com a cor da nova graduação. “Tá pensando que só o céu que é azul?”, perguntou, enquanto os demais praticantes acompanhavam a cerimônia.

Depois de receber a faixa, Clodomir agradeceu aos companheiros e falou sobre a maneira como é tratado durante os treinamentos. “Eu aqui não vejo graduação, eu vejo pessoas, gente. Cada um aqui é igual, a gente aqui é equânime”, declarou.

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O atleta contou que frequenta o espaço de segunda a sexta-feira e considera o ambiente parte de sua rotina. “Aqui é minha casa. Eu tenho a minha casa, onde eu resido, mas aqui é minha segunda casa”, afirmou.

Durante o discurso, Clodomir também destacou o cuidado dos colegas, que, segundo ele, respeitam os limites uns dos outros durante a prática esportiva. O idoso afirmou que nunca sofreu uma lesão e atribuiu isso à atenção recebida nos treinos. “Nunca me lesionei, e isso graças ao comportamento de cada um aqui, que sabe cuidar do outro”, contou. Em outro momento, acrescentou: “Quando eu caio, elas me levantam, me ajudam a levantar. Quando eu derrubo, eu faço o mesmo”.

A conquista representa mais uma etapa na trajetória do atleta nas artes marciais. Além do jiu-jitsu, ele pratica judô e está se preparando para receber a faixa marrom na modalidade.

Em entrevista ao portal Só Notícia Boa, o professor Francisco Rufino comentou a evolução do aluno e disse que espera incentivar outras pessoas por meio de sua história. “Eu só quero que as pessoas vejam que elas são capazes. Que qualquer um pode fazer. Aliás, qualquer um pode fazer o que quiser”, afirmou.

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Clodomir também falou sobre os próximos passos no jiu-jitsu e deixou claro que pretende continuar aprendendo, sem pressa de alcançar uma nova graduação: “Essa faixa azul com certeza segurarei ela na cintura um bom tempo, mas com louvor, com dedicação e com respeito. Não a ela, mas ao mestre aqui e a todos vocês”.

Ao finalizar o discurso, o idoso agradeceu pelo aprendizado compartilhado com os colegas: “Então eu tô me preparando pra vida. Como a gente nunca está preparado, ficarei eternamente grato a vocês pelo aprendizado”.

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