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sexta-feira, outubro 30, 2026

Médico diz que mulher é jovem demais para ter câncer, mas ela insiste em exame e descobre tumor

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A britânica Marie Tilley descobriu um câncer de mama em estágio 2 após passar cerca de um ano tentando investigar um nódulo no seio esquerdo. Em 2017, aos 38 anos, a então instrutora de atividades físicas, moradora de Narberth, no País de Gales, procurou atendimento médico diversas vezes, mas afirma que seus pedidos por exames foram recusados porque era considerada jovem e saudável demais para ter a doença.

Segundo reportagem da BBC Cymru, Marie só conseguiu realizar uma mamografia depois de insistir com o médico. “Durante um ano inteiro, a mensagem do médico foi que eu era jovem demais, estava em boa forma física e era saudável demais para ter câncer de mama”, contou.

A situação mudou quando ela decidiu não sair do consultório sem um encaminhamento. “Na terceira vez, em outubro, sentei na frente do médico e comecei a chorar. Disse: ‘Não vou voltar para casa assim. Estou me sentindo pior, sei que existe um nódulo e quero uma mamografia'”, afirmou.

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Após o exame, Marie passou por cinco biópsias na mama esquerda, que confirmaram um câncer de mama em estágio 2, HER2-positivo. O diagnóstico exigiu seis sessões de quimioterapia, realizadas em intervalos de três semanas, antes da cirurgia.

Em maio de 2019, ela passou por uma mastectomia bilateral, procedimento para retirada das duas mamas. A decisão foi defendida pela própria paciente, que temia enfrentar novamente a doença. “Ter as duas mamas removidas é algo muito difícil de aceitar. Às vezes, você se sente menos feminina”, relatou.

Na época do tratamento, Marie criava sozinha os filhos Theo e Marley, então com oito e dez anos. Ela contou que o medo de morrer se tornou frequente, especialmente durante o período próximo ao Natal. “Durante o período em que estava passando por tudo aquilo, eu acordava no meio da noite pensando que iria morrer. Eu estava agindo como se fosse meu último Natal, para falar a verdade”, recordou.

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Desde o tratamento, Marie permanece sem câncer e faz uso diário de tamoxifeno. Atualmente, trabalha como barbeira e criou um grupo de apoio com aproximadamente 30 integrantes, além de organizar eventos para arrecadar recursos destinados a pessoas com o tumor.

Ao comentar sua experiência, Marie defendeu que a idade não seja um impedimento para investigar sintomas. “É câncer, no fim das contas, e acho que todos deveriam ser tratados como pacientes com câncer”, declarou.

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