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segunda-feira, outubro 26, 2026

Jovem de 22 anos morre após câncer testicular ser confundido com infecção no Reino Unido

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O estudante universitário Zac Summers-Cameron morreu aos 22 anos, em novembro de 2025, no Reino Unido, após enfrentar um câncer testicular que inicialmente havia sido tratado como uma infecção. Segundo sua família, o jovem procurou atendimento médico diversas vezes desde junho de 2024, quando começou a apresentar dores em um dos testículos e no abdômen, mas a doença só foi identificada meses depois, quando já havia se espalhado.

Zac havia acabado de concluir o primeiro ano na universidade quando percebeu os sintomas. Ao buscar ajuda, recebeu a informação de que estaria com uma infecção e iniciou o uso de antibióticos. Apesar dos atendimentos, o diagnóstico de câncer não foi realizado naquele momento.

De acordo com sua mãe, Clare Summers-Taylor, o estudante passou por cinco consultas com profissionais de saúde durante um período de quatro meses. Ela afirma que, nesse intervalo, nenhum exame de imagem foi realizado para investigar a origem das dores.

Quando o câncer foi finalmente identificado, a doença já havia avançado. Zac precisou passar por sessões intensivas de quimioterapia e foi submetido a dois transplantes de células-tronco na tentativa de controlar o quadro.

O tratamento, no entanto, não conseguiu impedir a progressão da doença. O estudante morreu em novembro de 2025, aproximadamente 15 meses depois de receber o diagnóstico correto.

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Após a morte do filho, Clare passou a alertar outras famílias sobre a importância de investigar sintomas persistentes e buscar esclarecimentos quando houver dúvidas sobre um diagnóstico. “Não aceite um não como resposta e não confie apenas no que dizem para você”, declarou.

A mãe também destacou que alterações ou dores nos testículos precisam receber atenção médica, especialmente quando os sintomas continuam mesmo após o tratamento inicial. “Se seu filho, irmão ou marido tiver algum problema em um dos testículos, é importante que isso seja devidamente investigado”, afirmou.

Clare acredita que a identificação da doença nos primeiros atendimentos poderia ter permitido o início do tratamento antes que o câncer se espalhasse. Ela questiona a ausência de exames de imagem durante os meses em que Zac procurou ajuda. “Se ele tivesse feito um exame logo no início, isso teria sido claramente identificado e eles poderiam ter iniciado o tratamento imediatamente, antes que se espalhasse”, disse.

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Ao recordar o período em que acompanhou o filho durante os tratamentos, Clare relatou os planos que ele tinha para o futuro e as dificuldades enfrentadas após o diagnóstico. “Ele queria ter uma família, queria viver, não queria morrer e eu tive que segurar a mão dele durante todo esse trauma que ele estava enfrentando”, contou.

A mãe também falou sobre as consequências da doença na vida do estudante, que precisou interromper seus planos enquanto enfrentava os procedimentos médicos. “Ele perdeu tudo. Perdeu a aparência, perdeu os estudos, o futuro, a chance de ter filhos”, lamentou.

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