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domingo, outubro 18, 2026

Kremlin elogia decisão de Trump de suspender sanções contra a Rússia

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Donald Trump e Vladimir Putin em encontro oficial (Foto: Instagram)

O Kremlin destacou como um marco histórico a suspensão, pelo presidente dos Estados Unidos, de um novo pacote de sanções econômicas contra a Rússia. A medida, assinada em 17 de outubro, foi justificada por Donald Trump como uma ação em prol do “interesse nacional” norte-americano, pouco depois de fechar um acordo para importar diesel russo e reduzir o custo dos combustíveis.

Para Kirill Dmitriev, conselheiro do Kremlin para cooperação econômica internacional, a decisão de Trump representa um “momento importante e verdadeiramente histórico” nas relações bilaterais. Dmitriev comentou nas redes sociais, horas depois da assinatura do decreto que suspende temporariamente as sanções propostas pelo Congresso.

O decreto presidencial atinge a chamada “lei Graham”, nomeada em homenagem ao ex-senador republicano Lindsey Graham, que buscava agravar as restrições financeiras e comerciais à Rússia e limitar recursos que pudessem financiar a guerra na Ucrânia. Trump havia sancionado essa legislação em 18 de setembro, mas agora dispensou várias de suas disposições.

Entre as isenções, estão as sanções contra pessoas e entidades ligadas ao governo russo, as restrições a transações financeiras e comerciais, e as tarifas sobre produtos russos e de seus compradores de petróleo e gás. Ainda assim, permanecem válidas as penalidades impostas por decretos executivos anteriores.

A vigência das novas isenções perdura até que o próprio presidente ou o secretário de Estado, em conjunto com o secretário do Tesouro e o representante comercial dos EUA, adotem mudanças. A aplicação das regras remanescentes ficará a cargo de diferentes departamentos do governo norte-americano, conforme detalhado no texto da ordem executiva.

O aval à suspensão das sanções ocorre em meio à autorização, concedida pelos EUA, para operações comerciais com diesel de origem russa até 7 de abril de 2027. No dia 9 de outubro, Trump anunciou acordo com Vladimir Putin para o fornecimento inicial de mais de 300 mil toneladas de combustível aos mercados internacionais, com entregas adicionais condicionadas ao desempenho das refinarias russas.

A medida suscitou críticas de parlamentares republicanos e democratas, que alertam para o risco de que as receitas da venda de combustível ajudem a financiar o conflito na Ucrânia. Por outro lado, o governo americano defende a necessidade de conter a alta dos custos de energia para consumidores e empresas.

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