Kieran Cooper, de 25 anos, assustou a mãe, Kerry, de 54, após desenvolver uma intensa coloração amarelada na pele causada por complicações de uma doença rara no fígado. A mudança aconteceu enquanto ele aguardava um segundo transplante, depois de passar cinco semanas internado em Birmingham, na Inglaterra.
Kieran nasceu com atresia biliar, condição que impede o desenvolvimento adequado dos canais que transportam a bile do fígado para a vesícula biliar. Aos 7 semanas de vida, ele passou pela primeira cirurgia para tratar o problema, mas o procedimento não teve sucesso. Aos 11 meses, recebeu seu primeiro transplante de fígado.
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Durante anos, Kieran levou uma vida saudável, mas começou a apresentar complicações em 2014, quando tinha 13 anos. Em 2023, entrou na lista de espera para um novo transplante.
Em janeiro deste ano, enquanto aguardava pela cirurgia, ele desenvolveu icterícia e sua pele ficou cada vez mais amarela devido ao acúmulo de bilirrubina. A mãe contou que percebeu a mudança logo pela manhã.
“Ele não estava se sentindo bem [um dia] e, na manhã seguinte, pensei: ‘Meu Deus, ele está amarelo’”, disse ao The Sun. A coloração se intensificou durante a internação. “Ele estava amarelo, mas ficou luminoso, brincávamos dizendo que ele parecia o Bart Simpson”, completou.
A situação levou Kieran ao Queen Elizabeth Hospital, em Birmingham, onde permaneceu por cinco semanas. Durante esse período, ele precisou ser levado para a UTI, deixando a mãe apavorada. “Ele se destacava de todo mundo. Toda vez que saíamos para tomar ar, todos olhavam para ele. Ele teve que ir para a terapia intensiva. Foi muito difícil para a família, não sabíamos se ele sobreviveria”, relatou Kerry.
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A aparência também fez Kieran se sentir inseguro ao sair de casa: “Foi um choque [ficar amarelo], eu parecia um dos Simpsons. Isso me deixou inseguro [ao caminhar pela rua], foi bastante desconfortável”.
No fim de fevereiro, ele passou pelo segundo transplante de fígado. Depois da cirurgia, a pele voltou à coloração normal, mas a recuperação exigiu que Kieran reaprendesse a andar. “Não doía antes, mas depois [do transplante] foi horrível. Eu também tive que aprender a andar novamente, não foi nada agradável”, desabafou.
Kieran continua se recuperando e atualmente não trabalha por causa de sua condição de saúde. Ele precisa retornar ao hospital a cada seis semanas e tomar medicamentos pelo resto da vida. “Estou feliz por estar me recuperando e sou grato por estar vivo”, declarou.



