Phoebe, de 5 anos, foi diagnosticada com um tumor cerebral após meses de fortes dores de cabeça e episódios frequentes de vômito. A descoberta aconteceu depois que a mãe, Katie Nicholls, de 41 anos, levou a filha para um exame oftalmológico em St Neots, Cambridgeshire, na Inglaterra, e foi orientada a procurar atendimento de emergência.
Os sintomas começaram em fevereiro de 2026 e, inicialmente, Phoebe foi informada de que as dores poderiam estar relacionadas a enxaquecas. A mãe passou a registrar a evolução do quadro e decidiu marcar uma consulta na Specsavers.
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Cerca de 12 horas depois do exame, Katie recebeu a orientação para levar a filha ao pronto-socorro. No Addenbrooke’s Hospital, uma tomografia computadorizada revelou a presença de um tumor cerebral.
“Eu senti que provavelmente estávamos desperdiçando o tempo do hospital porque Phoebe estava correndo e brincando normalmente. Mas, olhando para trás, ela provavelmente era a criança mais doente dali”, contou Katie.
Os médicos também identificaram um acúmulo de líquido cefalorraquidiano no cérebro, condição conhecida como hidrocefalia. Foi necessário colocar um dreno para aliviar a pressão.
Depois disso, Phoebe passou por uma cirurgia para retirar a maior parte do tumor. A análise confirmou que se tratava de um astrocitoma pilocítico, uma massa de crescimento lento que começa nas células de suporte do cérebro e é comum em crianças e jovens.
A menina voltou à escola três semanas após o procedimento. “Phoebe é incrível. Ela voltou à escola três semanas depois da operação, fazendo algumas horas no início, depois voltando por alguns dias. No fim do período letivo, ela tinha feito uma semana inteira”, disse a mãe.
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Phoebe passou a usar óculos, descritos pela mãe como “mega fortes”, mas está confortável com eles. A menina ainda será acompanhada pelos médicos e tem uma primeira ressonância magnética de controle prevista para novembro. “Ser informada de que ela tinha um tumor cerebral foi a pior sensação do mundo, mas agora nos sentimos incrivelmente sortudos porque poderia ter sido uma história completamente diferente”, afirmou Katie.
A família também passou a trabalhar com a Brain Tumour Research para aumentar a conscientização sobre tumores cerebrais e defender o aumento do financiamento para pesquisas na área.
Apesar de tudo o que aconteceu, Katie afirma que a filha continua mantendo sua personalidade: “Felizmente, ela não perdeu seu jeito travesso. Ela continua sendo a mesma de antes, provavelmente até um pouco mais travessa agora. Estamos esperançosos de que isso seja o fim disso, mas vimos como a vida pode mudar rapidamente. Você nunca pensa que algo assim vai acontecer com você, mas acontece”.



