Raelynn Kubiske nasceu com apenas 23 semanas e seis dias de gestação, pesando 355 gramas, e passou mais de um ano na UTI neonatal de um hospital de Wisconsin, nos Estados Unidos, onde enfrentou uma série de complicações e se tornou o menor bebê sobrevivente em peso a receber alta da unidade.
A pequena nasceu em 18 de julho de 2025, quase quatro meses antes do previsto. Com apenas 355 gramas, a menina precisou permanecer sob cuidados intensivos desde os primeiros momentos de vida e passou 375 dias na UTI neonatal do UW Health, em Madison.
A trajetória fez com que ela entrasse para a história do hospital. Segundo a neonatologista pediátrica Claudette Onyelobi, Raelynn é o menor bebê sobrevivente a receber alta. “Ela é o menor bebê sobrevivente em peso, com 355 gramas, a receber alta da nossa UTI neonatal. Ela fez história”, afirmou a médica à People.
Os pais, Aubree Winnekens e Aaron Kubiske, lembram que a filha nasceu com os olhos fechados e a pele translúcida. Para Aaron, a situação era difícil de compreender mesmo diante de todas as informações dadas pelos médicos. “Foi muito surreal. Mesmo sabendo o que está acontecendo e conhecendo a situação, ainda não parece algo que você deveria estar vendo”, contou.
++ Doença rara faz rosto de jovem “derreter”, mas sua reação vai te deixar sem palavras
Cerca de 45 minutos depois do parto, a equipe médica chegou a preparar a família para o pior. Os parentes foram chamados ao hospital para se despedir da recém-nascida. Em vez disso, pediram à médica que continuasse utilizando todos os recursos disponíveis para tentar salvar a menina.
A própria mãe também fez o mesmo pedido à equipe. Aubree havia enfrentado complicações durante a gestação e permaneceu três semanas internada. Ela tinha lúpus desde aproximadamente os 11 anos e precisou fazer diálise porque o coração e os rins estavam parando de funcionar.
O último procedimento de diálise ocorreu um dia antes do nascimento da filha. “E, por um tempo, eu estava bem. O dia anterior ao nascimento dela foi minha última sessão de diálise”, relatou Aubree.
Mesmo diante dos próprios problemas de saúde, ela pediu que os médicos dessem à filha todas as possibilidades disponíveis. “Eu ouvi tudo o que você disse, doutora O. Preciso que faça tudo o que estiver ao seu alcance para dar uma chance à minha bebê e, por favor, ofereça a ela uma oportunidade de viver e todas as intervenções médicas que estiverem disponíveis”, lembrou Onyelobi.
A equipe decidiu seguir com o tratamento. “E foi isso que fizemos”, afirmou a médica.
++ Durante quimioterapia, mulher encontra o amor e realiza sonho de ser mãe: “Um milagre”
Antes do parto, os profissionais já haviam explicado aos pais que um nascimento com 23 semanas poderia resultar em uma longa permanência na UTI e em diferentes complicações. “Eles terão uma infinidade de coisas diferentes para enfrentar e combater durante o tempo na UTI neonatal, que pode durar de seis meses até o primeiro ano de vida”, explicou Onyelobi.
Raelynn permaneceu internada por mais de um ano e precisou de cuidados médicos extensivos, incluindo uma cirurgia cardíaca aberta. Depois de 375 dias na UTI neonatal, finalmente deixou o hospital.



