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sábado, outubro 31, 2026

BC não revela pistas sobre Selic em setembro, mas vê cenário interno positivo

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Reunião do Copom no Banco Central (Foto: Instagram)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deixou o mercado sem orientações claras sobre possíveis novos cortes na taxa básica de juros, a Selic, na reunião agendada para setembro. O comunicado divulgado nesta quarta-feira (5/8) pelo BC analisou o cenário econômico, tanto nacional quanto global, e justificou a redução de 0,25 ponto percentual na Selic, que agora está em 14,00% ao ano, após ter estado em 14,25%.

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A decisão de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual já era esperada pelos analistas do mercado. No entanto, a expectativa era de que o Copom indicasse os próximos passos da política monetária, o que não ocorreu. O comunicado mencionou que o cenário atual, marcado por incertezas e riscos elevados, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê continuará monitorando a evolução do cenário para assegurar a convergência da inflação à meta.

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Apesar disso, o Copom destacou melhorias no cenário interno. O BC afirmou que os indicadores divulgados desde a última reunião em junho sugerem uma moderação gradual da atividade econômica, ainda que em um nível resiliente, com sinais variados entre setores e um mercado de trabalho aquecido. Além disso, as divulgações recentes indicam uma desaceleração da inflação, embora ainda acima do teto da meta de 4,5% ao ano.

O Comitê também observou que as expectativas de inflação para 2026 e 2027, conforme a pesquisa Focus, permanecem acima da meta, situando-se em 5,0% e 4,2%, respectivamente. Em junho, esses números eram 5,30% e 4,10%. Para o primeiro trimestre de 2028, a projeção de inflação do Copom é de 3,2%, próximo do centro da meta de 3%. Na última reunião, o valor era 3,7% para o quarto trimestre de 2027.

O Copom se reúne a cada 45 dias, em dois dias consecutivos. No primeiro dia, são discutidas as perspectivas econômicas nacionais e internacionais e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, a diretoria do BC define a taxa Selic. Estão previstas mais três reuniões do Copom este ano: entre 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro, e 8 e 9 de dezembro. Segundo o Boletim Focus, a Selic deve encerrar 2026 em 13,75%, o que exigiria mais um corte de 0,25 ponto percentual.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para regular o custo do crédito e controlar a inflação no Brasil. Quando a taxa aumenta, o consumo e a atividade econômica tendem a diminuir, ajudando a conter o aumento dos preços de produtos e serviços.

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