O empresário norte-americano Bryan Johnson, um dos principais nomes do movimento voltado à longevidade, afirmou que passou a questionar sua própria busca por retardar o envelhecimento após receber o diagnóstico de uma doença autoimune. A declaração representa uma mudança de tom para quem se tornou conhecido por adotar uma rotina rigorosa e investir cerca de US$ 1 milhão por ano em tratamentos experimentais.
Em publicação na rede social X, Johnson revelou que tem refletido sobre a intensidade de seu projeto de vida. “Tenho pensado bastante e me pergunto se levei toda essa questão da longevidade longe demais”, escreveu.
A mudança de postura ocorreu poucas semanas depois de o empresário anunciar que foi diagnosticado com gastrite autoimune, condição crônica em que o sistema imunológico passa a atacar as células do próprio estômago. A doença pode provocar danos permanentes à mucosa gástrica, além de aumentar o risco de anemia, deficiência de vitaminas e outras complicações de saúde.
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Embora Johnson não tenha relacionado diretamente o diagnóstico aos métodos utilizados em seu protocolo antienvelhecimento, a revelação reacendeu o debate sobre os limites das intervenções voltadas ao prolongamento da vida e o impacto de tratamentos experimentais na saúde.
O empresário contou que sua preocupação com a longevidade surgiu após anos enfrentando problemas médicos. Segundo ele, a infância foi marcada por hábitos alimentares pouco saudáveis e, já na vida adulta, durante o período de crescimento de seus negócios, desenvolveu depressão crônica e passou a conviver com doenças autoimunes. Diagnosticado com hipotireoidismo aos 21 anos, Johnson afirma que suspeitava da existência de outro problema que permaneceu sem identificação por décadas.
A confirmação da gastrite autoimune ocorreu neste ano, após uma reavaliação médica que incluiu exames laboratoriais, endoscopia e biópsias. Os resultados apontaram alterações compatíveis com a doença e a presença de anticorpos característicos da condição.
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Apesar das dúvidas manifestadas sobre sua jornada, Johnson afirmou que não pretende interromper as pesquisas voltadas à longevidade. Segundo ele, o próprio diagnóstico servirá como base para novos estudos conduzidos por sua equipe, que pretende investigar terapias celulares, técnicas de engenharia genética e outras abordagens experimentais na busca por tratamentos para a doença, que atualmente não possui cura definitiva.
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